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Mesmo em anos de crise há alguns segmentos que descobrem um nicho de mercado diferente e se sobressaem. O mercado de carnes especiais é um deles. O consumidor está mais exigente e tem buscado mais qualidade nos produtos que leva para a sua mesa.

Os números comprovam que carnes com cortes diferenciados, com melhor marmoreio, e sabor, estão conquistando o paladar dos brasileiros.

A Copcarnes – Cooperativa dos Produtores de Carne, proprietária da marca Quality Carnes Nobres, e sediada em Londrina, aumentou seu faturamento em 18% em 2018 em relação ao ano anterior. A Cooperativa hoje conta com 36 associados e atende o norte do Paraná, vem crescendo neste ritmo há anos.

Diferentemente dos frigoríficos, a Copcarnes tem controle absoluto de todo o processo. “Nós prezamos pela segurança alimentar”, diz o presidente da Cooperativa, o veterinário e criador Toni Garcia. “Nós temos controle do processo de produção que ocorre nas propriedades, na industria que realiza o abate, no transporte até que o produto chegue na mesa do consumidor. Isso dá segurança a todos que fazem parte desta cadeia”, explica Garcia.

Para se diferenciar no mercado, a Copcarnes trabalha com animais produzidos a partir de cruzamentos com raças britânicas como a Angus e Hereford que atingem níveis ótimos de cobertura de gordura e marmoreio. Outro fator que impacta no produto final é a precocidade. “Enquanto no mercado tradicional o abate é realizado em média de 36 a 48 meses, com a tecnologia que usamos, a Copcarne faz o abate com até 24 meses. Produzimos carne saudável, com maciez e sabor diferenciados. E é isso que o mercado de carnes nobres, o segmento gourmet, está procurando”, explica o assessor técnico da Copcarnes, Geraldo Moreli.

O criador também se beneficia, pois não vende o animal em si, mas sim a carne, o que lhe garante um faturamento que chega a 8% maior na comercialização. “Mas não é só isso, no sistema que usamos, o rendimento da carcaça, que no mercado normal é de 52-53%, no nosso chega a 55-57%. Como os animais são precoces, produzimos mais em menos tempo”, explica Moreli.

Claudio Osti/Asimp

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