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Propensão em gastar reduziu 30% em doze meses segundo dados da CNC e Fecomércio PR

A instabilidade econômica e política afetou em cheio a propensão dos paranaenses em consumir. A média anual da Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços de Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços de Turismo do Paraná (Fecomércio PR), fechou 2015 em 106,25 pontos. No entanto, em 2014, essa média era de 137,07.

Nem mesmo o Natal foi capaz de animar os consumidores. A intenção de consumo das famílias ficou em 92,4 pontos em dezembro, a mais baixa em seis anos de pesquisa. Em 2014, o indicador era de 133,2 pontos, o que representa uma queda de 30% em doze meses.

Emprego

A situação no emprego atual foi definida como mais segura para 35,6% das famílias no mês de dezembro. No mesmo período de 2014, esse percentual abrangia 50,5% dos entrevistados. Com relação à perspectiva profissional, 38,7% esperam uma melhora, seja uma promoção ou aumento salarial nos próximos seis meses. No mesmo mês do ano anterior esse índice era 45,1%. Os que se declararam menos seguros com relação ao emprego somam 18,4%. Em 2014, a insegurança no trabalho era relatada por apenas 10,8%.

Situação de Renda

Apesar de tudo, a situação da renda foi considerada melhor por 64,6% dos consumidores em comparação ao mesmo período de 2014. Para as famílias com renda de até dez salários mínimos, o percentual foi 64,1%. Nas classes de maior renda, 67,3% disseram que a situação financeira era mais favorável. Por outro lado, 13,4% afirmaram que os rendimentos pioraram, mas em dezembro de 2014 essa opinião era partilhada por apenas 6% dos paranaenses.

Acesso a crédito

Em dezembro, o acesso ao crédito estava mais restrito na opinião dos consumidores. Apenas 29,9% das famílias afirmaram que estava mais fácil conseguir um financiamento ou empréstimo, bem diferente do mesmo período do ano anterior, quando esse percentual era de 58,1%.

Consumo atual

A maioria das famílias, 60,6%, disse estar comprando menos, enquanto outros 19,9% estariam comprando mais e 19,4% não mudaram seus padrões de consumo. Porém, em dezembro de 2014 os que estavam consumindo mais representavam 43,8% da população.

Momento para Consumo de Bens duráveis

Para 56,6% das famílias este ainda é um bom momento para a aquisição de bens duráveis, como eletrodomésticos, televisores e som. No entanto, em dezembro do ano anterior esse percentual era de 71,3%.

Karla Santin/Asimp/Senac

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