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O segundo mês do ano registra retração de 15,1% do faturamento total deflacionado das vendas dos materiais de construção em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Índice da ABRAMAT. Já o nível de emprego na indústria de materiais de construção mostrou leve crescimento de 0,3% em relação ao mês de janeiro deste ano, apesar de apresentar retração de 6,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Para Walter Cover, presidente da ABRAMAT, o resultado negativo nesse início de 2017 é motivado por fatores do ano passado que permanecem influenciando o setor. “Causas que dominaram 20116, como o alto desemprego, crédito difícil, juros altos e dúvidas sobre as mudanças no cenário político e econômico ainda estão latentes neste início de 2017 e impactam diretamente nos resultados negativos”, ressalta.

Para o presidente da ABRAMAT, “medidas do governo direcionadas ao setor ainda são tímidas ou não se reverteram em aumento de atividade no mercado. A confiança do empresário e do consumidor começa a melhorar, mas levará algum tempo para se reverter em melhoria da atividade comercial”. A ABRAMAT estima que haja uma queda de vendas no primeiro semestre da ordem de 6% e a recuperação no segundo semestre irá depender da evolução das variáveis macroeconômicas, reversão do desemprego e queda nos juros.

O segmento de materiais de base e acabamento também acompanha o ritmo de queda do setor de materiais de construção. Em fevereiro o faturamento deflacionado das vendas dos materiais de base e de acabamento registrou recuo de 16,8% (base) e 12,5% (acabamento) se comparado ao mesmo mês do ano passado.

Perspectiva – O segundo mês do ano fechou com variação negativa do resultado acumulado no ano do faturamento deflacionado da indústria de materiais de construção (12%).

Segundo Cover, “esse será um ano de transição após três anos consecutivos de queda nas vendas. Nesse momento estamos prevendo um ano com zero crescimento com relação a 2016, sendo que no primeiro semestre se acumulará uma perda de 6% nas vendas e se espera uma recuperação no segundo semestre”. O presidente da ABRAMAT salienta que para que o setor se estabilize é necessário uma série de situação em relação ao desemprego, e aos juros.

ASCOM

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