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Parceria com a Fomento Paraná vai disponibilizar serviço ao empresário pelas Casas da Indústria de Ponta Grossa, Maringá, Londrina e Cascavel

A partir da segunda quinzena de maio, os industriais paranaenses terão a oportunidade de buscar orientação e acessar o crédito mais próximo de sua região. Por meio de uma parceria entre a Fiep e a Fomento Paraná, as Casas da Indústria de Ponta Grossa, Maringá, Londrina e Cascavel estão com analistas disponíveis para atender os empresários, orientá-los sobre as melhores linhas de financiamento e apoiá-los no processo de obtenção do crédito.

Atualmente, o atendimento é realizado pelo Núcleo de Acesso ao Crédito da Fiep em Curitiba. A novidade agora é que a federação vai atuar como correspondente da Agência de Fomento, apoiando o industrial em operações de crédito produtivo, com analistas treinados em cada unidade, sem a necessidade de deslocamento até a capital. “O empresário já contava com orientação sobre as linhas de financiamento, condições, prazos e taxas. Mas agora terá assistência em todo o processo junto à Fomento Paraná, principalmente no crédito para investimento”, explica o especialista em crédito da Fiep, João Baptista Guimarães.

O trabalho dos técnicos vai desde o atendimento inicial, para entender a necessidade do industrial, até orientá-lo sobre a documentação necessária, melhores linhas de financiamento, condições e prazos. “Antes o empresário tinha que buscar as informações por conta própria. Nas Casas da Indústria será feita a triagem, a análise prévia, a entrada na proposta de crédito junto a Fomento Paraná e o acompanhamento de todo o processo até a liberação do recurso”, complementa.

Com maior capilaridade para auxiliar o industrial, a expectativa é dobrar os atendimentos. “Nos últimos três anos atendemos mais de 530 empresas em busca de crédito, apoiando na concessão de mais de R$ 172 milhões em financiamento do BNDES”, conta. O comportamento dos empresários também mudou. Em 2016, 30% buscavam crédito para capital de giro. Em 2017 essa modalidade subiu para 45% dos pedidos. E, em 2018, chegou a 48%.

No mesmo período houve redução dos pedidos de recursos para investimentos, por exemplo, para obras de ampliação e compra de maquinário. “Esses números refletem o comportamento do empresário em meio à crise, buscando capital de giro para manutenção das atividades e realização de vendas. Para 2019, se houver mudança significativa no cenário econômico, os pedidos para outras finalidades tendem a crescer também”, avalia.

A orientação é fundamental. Isso porque o crédito pode ser mais caro ou mais barato, com maior ou menor prazo, dependendo da finalidade do dinheiro. Muitas vezes o empresário chega disposto a tomar um valor emprestado, mas, após a avaliação, consegue reduzir seu endividamento e encontrar melhores condições do que havia previsto. “Recursos para capital de giro têm taxas maiores e prazos mais curtos, enquanto que para investimento em tecnologia ou obra de ampliação a negociação é mais favorável. Tudo vai de uma avaliação caso a caso tendo como principal objetivo ajudar o industrial a fazer a melhor escolha para suas possibilidades”, garante.

O especialista explica ainda que, por ser um banco de desenvolvimento, a Fomento Paraná costuma oferecer taxas com custos menores muitas vezes até subsidiadas e com prazos maiores do que os bancos tradicionais. “A avaliação leva muito mais em consideração o projeto da empresa e a geração de empregos que pode resultar do que simplesmente seu faturamento e histórico bancário”, comenta.

Para ele, o momento atual é propício para iniciar a pesquisa por crédito para investimentos. Isso porque até o ano passado o momento exigia cautela frente as definições do cenário político para tomada de decisões. Mas, agora, o empresário precisa retomar seus investimentos para não ficar estagnado. “Outra questão é que o BNDES está lançando novas linhas de crédito para micro e pequenas empresas e essas negociações levam tempo para serem analisadas. É interessante se antecipar para viabilizar os processos e não perder muito tempo para garantir os recursos”, analisa.

O novo serviço oferecido pela Fiep vai permitir que o industrial saia da Casa da Indústria sabendo tudo que precisa para conseguir seu crédito. A parceria com a Fomento Paraná oferece várias linhas de crédito para empresas com faturamento de até R$ 90 milhões por ano e para projetos com custo a partir de R$ 20 mil até R$ 1,5 milhão.

Asimp/Fiep

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