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O ano de 2019 deve ficar marcado como um ano de poucas greves no Brasil. Segundo um levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) foram 529 paralisações de janeiro a junho, contra 899 no mesmo intervalo de 2018. Os números representam uma queda de 41% e englobam tanto o setor público quanto o privado.

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem do jornal Valor Econômico, publicada no último dia 16/09, uma combinação de fatores é responsável por essa queda no número de greves. E, entre esses fatores está o fim da contribuição sindical obrigatória. A medida, incluída na Reforma Trabalhista de 2017, foi uma proposta do deputado federal Paulo Eduardo Martins (PSC-PR).

Para o deputado Paulo Eduardo Martins, presidente do PSC paranaense, os números indicam que havia uma espécie de indústria da greve, administrada por sindicatos aparelhados. “Muitas vezes, o trabalhador que não concordava com a paralisação, era obrigado a alimentar os piquetes com a sua contribuição, que era feita direto na folha, sem direito de escolha”, declara o deputado. Paulo Eduardo Martins conclui que nunca a ideia foi tirar direitos dos trabalhadores, pelo contrário: “A iniciativa dá ao trabalhador o direito de decidir o que fazer com o seu próprio dinheiro. Quem quer contribuir com o sindicato, que o faça. Mas, os números agora indicam que a maioria não quer e nunca quis. Vitória do trabalhador e do Brasil”.
Fonte:(https://valor.globo.com/brasil/noticia/2019/09/16/crise-e-sindicato-mais-pobre-derrubam-numero-de-greves.ghtml)

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