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Depois de cinco pioras consecutivas, organismo internacional vê cenário mais positivo para o País e melhora projeções para o PIB

O Fundo Monetário Internacional (FMI) passou a ver um cenário mais favorável para a retomada do crescimento do Brasil. Em documento divulgado ontem (19), o organismo revisou as projeções para a economia em 2016 e em 2017.

Depois de cinco quedas consecutivas nas projeções para o Brasil para este ano, o FMI fez o primeiro movimento de alta. Antes, a expectativa era de que registrasse uma recessão de 3,8%; agora, essa perspectiva passou para uma queda de 3,3%.

Para o próximo ano, a expectativa também melhorou. Até então, o fundo acreditava que não haveria crescimento, ou seja, a taxa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) seria de zero. Agora, a previsão é de alta de 0,5%.

A avaliação do FMI é de que a confiança do consumidor e de empresas “parece ter batido no fundo” e que agora começa a se recuperar. A contração do PIB no primeiro trimestre, observa o relatório do fundo, também foi mais branda que o antecipado.

O FMI também melhorou a previsão para o PIB da América Latina e do Caribe. Tanto para 2016 quanto para 2017, a estimativa de desempenho da economia foi ampliada em 0,1 ponto percentual (abaixo, portanto, da revisão feita para o Brasil este ano, de 0,5 ponto).

ara a região, o FMI prevê retração de 0,4% em 2016 e alta do PIB de 1,6%, no ano seguinte. Já a expansão da economia global será de 3,1% este ano e de 3,4% em 2017.

Volta do crescimento

Para o Brasil, o cenário ainda é de desaceleração, embora em intensidade menor do que prevista anteriormente. Um dos motivos para essa melhora na avaliação do País, indicou o FMI, é o humor dos consumidores e empresários, que após recuar nos primeiros meses, inverteu a tendência de queda e passou a operar no azul desde junho.

“Consequentemente, a estimativa para a recessão de 2016 está um pouco menos severa, com um retorno ao crescimento em 2017”, ponderou o organismo internacional.

No cenário global, o Brasil está entre um “pequeno número de mercados emergentes” cujos cenários foram revisados para o próximo ano.

Essa melhora da percepção não está restrita apenas ao exterior. No Brasil, o mercado financeiro começa a desenhar números melhores para 2016 e 2017.

Expectativas do mercado

Boletim Focus do Banco Central, publicação semanal com expectativas de economistas, tem trazido avanço nas perspectivas.

Na última previsão divulgada, os economistas passaram a esperar um crescimento de 1,10% para o PIB de 2017. A projeção anterior era menor, de 1,0%.

O País, no entanto, pode crescer além dessas projeções. Os analistas mais otimistas ouvidos para o Focus projetam um crescimento de 2,84% para o próximo ano.

Fonte: Portal Brasil, com informações do FMI e do Banco Central

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