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Os depósitos em caderneta de poupança dos paranaenses apresentaram um aumento em janeiro deste ano, conforme aponta levantamento feito pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social). O crescimento real, em comparação com janeiro do ano passado, chega a 5,8% depois de feita a correção pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA); o crescimento nominal é de 9,8%.

Há bons motivos para comemorar esse aumento, explica o diretor do Centro de Pesquisa do Ipardes, Julio Suzuki Júnior. A renda do paranaense vem melhorando gradativamente e uma das principais causas é a criação de 27.995 novas vagas de emprego com carteira assinada no primeiro bimestre deste ano. Isso significa 13% das vagas geradas no Brasil como um todo (211.474), o que mostra também que o crescimento é maior no Paraná.

“Os resultados setoriais e outros indicadores, somados à melhora na poupança, levam a crer que teremos uma variação positiva da economia paranaense ao longo deste ano”, acredita Suzuki. Ele se refere ao incremento de 8,1% verificado no setor da indústria de transformação em janeiro deste ano; crescimento de 0,8% no comércio varejista e de 0,3% no setor de serviços, sempre de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No quadro da criação de empregos, o campeão é o setor de serviços, ao qual coube 54% das vagas abertas com carteira assinada (15.255).

Entre as cidades paranaenses, o destaque da poupança é do município de Cascavel, que apresentou crescimento real de 8,2%. Aquele polo econômico sempre foi muito dinâmico, avalia Suzuki, e continua a ser, neste momento, “apesar da frustração da safra com a estiagem”.

De acordo com dados do Banco Central, os principais municípios acompanharam o incremento da poupança. Em Curitiba, o crescimento foi de 5,2%, o mesmo percentual apresentado por Londrina - sempre em relação a janeiro de 2018 –; Maringá (6,8%), Ponta Grossa (4,8%), São José dos Pinhais (3,2%), Foz do Iguaçu (6,9%) e Guarapuava (6,5%).

O saldo positivo da poupança não veio por acaso, salienta Suzuki Júnior. É reflexo da melhoria gradativa da economia e do clima de otimismo existente no mercado de trabalho, sem dúvida, mas “principalmente pela expectativa de viabilização das agendas de reformas no plano nacional, especialmente a da Previdência”.

AEN

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