Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Juros já são os maiores desde 1999

Segundo a Fecomércio do Paraná, o número de famílias endividadas no Paraná já chega a mais de 85%. Entre os motivos que levam ao endividamento estão a cobrança de tarifas administrativas e os juros abusivos praticados pelos bancos e financeiras que constam na maioria dos contratos. “Na legislação brasileira não existe uma limitação para a cobrança de juros por parte do Banco Central como ocorre em alguns países da Europa, onde cobranças superiores a 50% na taxa de juros básicos configuram crime”, afirma o advogado e consultor Gennaro Cannavacciuolo, diretor da Fiel Consultoria.

De acordo com a Associação Nacional dos Executivos em Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os juros médios praticados no ano passado foram os maiores desde 1999 e chegaram a 258,26% ao ano. A formação das taxas de juros é uma combinação de fatores econômicos atrelados a decisões governamentais. “Os bancos exercem um tipo de reserva no mercado, podendo combinar e determinar em qual situação aplicar um percentual”, explica Cannavacciuolo.

Em todo tipos de contrato (CDC, Leasing, Empréstimo Pessoal, Imobiliário, Crédito em C/C, Limite de Conta, Cartão de Crédito, entre outros) são aplicados algum tipo de juros. Os percentuais são assustadores e podem fazer recuar um comprador mais cauteloso. No caso de um imóvel os juros chegam a 50% do preço total; em um automóvel a 90% e, se houver atraso, os juros dos cartões de crédito podem saltar para 330%. Contudo, esclarece o consultor, o consumidor não tem muito o que fazer se, de fato, quiser adquirir algum bem via financiamento. “Os contratos bancários são chamados de contratos de adesão, ou seja, você não pode negociá-lo, ou aceita na forma que está ou procura outro banco”, enfatiza.

O consultor acredita que os bancos se aproveitam da falta de conhecimento do consumidor sobre a forma de cálculo de juros e até mesmo da falta da leitura do contrato. “Assim, naturalmente, os bancos abusam da cobrança de tarifas e taxas de juros que vão acima da média do mercado para compensar o ‘risco’ de o cliente ficar sem pagar sua dívida”, afirma. “Os bancos particulares justificam suas altas taxas de juros por possuírem maior facilidade de concessão de crédito, o que, segundo eles, aumentaria o risco de inadimplência”, complementa.

Em caso de dificuldade em pagar dívida, a dica do consultor é sempre procurar empresas ou profissionais especializados para reavaliar seu contrato. “É possível encontrar empresas idôneas e com alto índice de negociações favoráveis, que podem orientar a ajudar o consumidor endividado”, recomenda.

Fiel Consultoria

A Fiel Consultoria é uma empresa com mais de dez anos de atuação no mercado, que presta assessoria e consultoria para renegociação de dívidas de pessoas e empresas junto às instituições financeiras. Conta com uma equipe multidisciplinar, que envolve consultores, advogados e negociadores para fazer um diagnóstico individualizado das possibilidades de redução de dívidas.

A empresa está presente nas cidades de Curitiba, Londrina e Maringá, no Paraná.

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios

Utilizamos cookies e coletamos dados de navegação para fornecer uma melhor experiência para nossos usuários. Para saber mais os dados que coletamos, consulte nossa política de privacidade. Ao continuar navegando no site, você concorda integralmente com os termos desta política.