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Mesmo com a crise econômica brasileira, o número de empresas ativas no Paraná cresceu em 2015. O Estado encerrou o ano com 1,072 milhão de empresas ativas, 12% mais do que em 2014. O número representou 6,9% do total de empresas no País, com 16,38 milhões. 

Das empresas ativas no Paraná, 94% são pequenas e microempresas. Os dados são do Empresômetro, plataforma desenvolvida pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE) em parceria com o Instituto de Planejamento e Tributação (IBPT). 

“O resultado foi no contrafluxo da crise. Claro que o Paraná não é uma ilha, mas esses números mostram um dinamismo um pouco maior da economia paranaense do que a média nacional”, diz o presidente da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), Ardisson Akel. 

O avanço foi puxado principalmente pelos trabalhadores que abriram seus negócios por conta própria. O número de microempreendedores individuais (MEI) teve crescimento de 31%, com evolução de 233,2 mil, em 2014, para 307,2 mil em 2015 no Paraná. Criada em 2009, a figura do MEI abrange autônomos que ganham até R$ 60 mil por ano e que contam com tributação simplificada. 

De acordo com Akel, o avanço do trabalhador por conta própria segue a tendência de terceirização de serviços nas empresas. “É o caso da costureira, que trabalha como autônoma e faz a montagem das peças de roupas para várias fábricas” diz. 

A crise também tem impulsionado uma mudança no mercado de trabalho. Para reduzir encargos, empresas estão optando pela contratação do profissional autônomo ao invés do empregado com carteira assinada, de acordo com Francisco José Gouveia de Castro, diretor do centro estadual de estatística do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social). “Isso ajuda a explicar também o crescimento do número de microempreendedores individuais”, diz. 

Em tempos ruins para economia, o empreendedorismo costuma crescer. “Pessoas que são demitidas usam o dinheiro da rescisão e do FGTS para colocar o sonho de ser o dono do próprio negócio em prática. E o Paraná incentiva o empreendedorismo, por meio de maior facilidade para abertura de empresas na Junta Comercial e também por meio de financiamento da Fomento Paraná”, diz Akel. 

SETORES - Construção civil, comércio e serviços foram destaque na abertura de pequenas e microempresas em 2015 no Estado, de acordo com o levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio). 

O número de empresas que atuam em obras de alvenaria cresceu 31% na comparação com 2014, para 27.126 em 2015. A quantidade de cabeleireiros, por sua vez, aumentou 27%, para 24.654; de prestadores de serviços de pintura de edifícios aumentou 22%, para 11.727; de empresas de instalação e manutenção elétrica registrou crescimento de 21%, para 11.302 e de lojas de cosméticos e perfumaria de 19%, para 9.057. O número de lojas de vestuário e acessórios teve incremento de 13%, para 69.387. 

Entre as cinco maiores cidades do Estado, Curitiba registrou um aumento de 10,92% no número de empresas ativas; Londrina (11,4%), Maringá (12,25%), Ponta Grossa (10,47%), Cascavel (10,92%). 

MENOS BUROCRACIA - O crescimento de 2015 também reflete a desburocratização do processo de abertura de empresas. Desde o ano passado, constituições e alterações passaram a ser feitos exclusivamente pelo programa Empresa Fácil Paraná, previsto em resolução do governo federal, que integrou as informações entre os vários agentes envolvidos nas licenças. 

A vantagem é que o empresário, ou o seu contador, não precisa mais se dirigir a diferentes órgãos e secretarias, já que o programa torna a Jucepar porta única de entrada de informações para o registro empresarial.

“O empresário faz um registro na Junta, que compartilha os dados. Já há integração com a esfera federal e já temos convênio com 205 prefeituras. A nossa expectativa é fazer a integração com Curitiba nesse ano”, afirma Akel. Com o Empresa Fácil o tempo para abrir uma empresa, com toda a documentação necessária em ordem, pode ser reduzido para até cinco dias. 

AEN

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