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Retração foi menor do que a média nacional; no acumulado do ano, setor ainda mantém crescimento, mas com tendência de queda a partir de abril

Sentindo os primeiros efeitos da paralisação de atividades econômicas em razão da pandemia do novo coronavírus, a produção industrial do Paraná em março caiu 4,9% em relação ao mês anterior. Apesar da queda, o desempenho ainda foi melhor do que o registrado na média da indústria nacional, que teve retração de 9,1% no mês, mantendo o estado com índice positivo no acumulado do ano.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo IBGE. Pela primeira vez em 8 anos, o levantamento registrou queda na produção industrial em todos os 15 locais pesquisados. O mais próximo desse resultado havia ocorrido em maio de 2018, com a greve dos caminhoneiros, que derrubou a produção industrial em 14 dos 15 locais.

“As medidas restritivas para contenção da pandemia e preservação da saúde pública paralisaram total ou parcialmente a atividade de muitas indústrias a partir da segunda quinzena de março, além de terem derrubado a demanda devido ao fechamento do comércio. Isso já se refletiu no desempenho da produção industrial de março”, explica o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Carlos Valter Martins Pedro. “Porém, por ter uma indústria forte e diversificada, contando ainda com um setor de alimentos bastante significativo, que foi menos impactado, o Paraná conseguiu um desempenho melhor do que a média nacional.”, acrescenta.

No país, as quedas mais intensas na produção industrial em março ocorreram no Ceará (-21,8%), Rio Grande do Sul (-20,1%) e Santa Catarina (-17,9%). Por concentrar mais de um terço (34%) da indústria nacional, São Paulo, com queda de 5,4%, foi o local que mais influenciou para o resultado negativo do país no mês.

Acumulado do ano

Apesar da queda em relação ao mês anterior, a produção industrial do Paraná ainda registrou alta de 1,6% na comparação com março de 2019 e de 2,6% no acumulado de janeiro a março, em comparação com igual período do ano passado.

No acumulado do ano, os maiores crescimentos foram dos setores de fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (16,4%), produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (15,5%) e produtos de metal (8,5%). Já as maiores baixas foram nos setores de máquinas e equipamentos (-13,8%), produtos de madeira (-8,7%) e fabricação de outros produtos químicos (-8,1%).

O economista da Fiep, Evanio Felippe, afirma que nos próximos levantamentos a tendência é que os resultados acumulados da produção industrial paranaense também caiam. “No Paraná, o isolamento começou de fato entre o fim de março e começo de abril. Nesse sentido, a indústria poderá sentir o impacto desse isolamento na atividade produtiva, apresentando uma trajetória de piora nesses indicadores divulgados hoje pelo IBGE”, explica.

Asimp/Sistema Fiep

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