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Com formato ampliado, Varejo Mais terá diagnóstico, 157 horas de capacitação e 41 horas de consultorias; ação vai atender 20 empresas que terão a oportunidade de melhorar faturamento

O Sebrae/PR lançou, na última quarta-feira, dia 27 de maio, mais uma edição do Varejo Mais – Mais Vendas Mais Competitividade, em Londrina. O Programa, do Sebrae/PR, Sistema Fecomércio Sesc Senac PR e Instituto Fecomércio de Pesquisa e Desenvolvimento, é voltado para micro e pequenas empresas que atuam no comércio varejista e disponibiliza ferramentas para aumentar a competitividade das empresas participantes.

Osmar Dalquano Junior, coordenador estadual do Setor de Comércio, Bens e Serviços do Sebrae/PR, explica que, em 2015, o Programa completa dez anos e estreia em um novo formato, mais completo e ampliado. “O Varejo Mais é, atualmente, uma referência nacional. E, a partir de agora, passará a ter dois anos de duração. Os empresários terão 157 horas de capacitação, 41 horas de consultorias e 24 horas de diagnóstico, para ter um ‘raio-x’ completo da empresa”, relatou.

Na opinião de Roberto Martins, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), o Programa traz muito aprendizado aos empresários. “Não percam a oportunidade de participar desta ação maravilhosa, que está presente todos os anos na vida dos empreendedores do comércio paranaense. É uma chance de melhorar a gestão. Hoje quem não estiver preparado, não consegue sobreviver no mercado competitivo”, disse.

De acordo com Paikan Salomon de Mello e Silva, assessor da Presidência da Fecomércio, a entidade investiu mais de R$ 15 milhões em Londrina, graças ao empenho do Sincoval e do Sebrae/PR, que defendem a implementação de projetos como o Varejo Mais na cidade. “Londrina está sendo privilegiada de receber tantas vezes este Programa, que está reformulando o comércio varejista no Paraná, nos últimos dez anos”, afirmou.

Tendências do varejo

Na ocasião do lançamento do Programa, os empresários de Londrina tiveram a oportunidade de assistir a uma palestra sobre as tendências do varejo. Osmar Dalquano mostrou para os participantes as novidades que os especialistas americanos apresentaram, no último mês de janeiro, no Retail’s Big Show, que acontece durante a NRF Annual Convention & Expo - uma das maiores feiras de varejo do mundo. “Nossa intenção é preparar as empresas para o futuro, para que os empreendedores não sejam pegos de surpresa, daqui a cinco, dez anos, quando as tecnologias que estão sendo utilizadas nos Estados Unidos devem chegar ao Brasil”, informou.

Dalquano citou os principais assuntos que foram debatidos no evento. O primeiro deles é a globalização. Cada vez mais, as distâncias estão se diminuindo, fator que modificou a dinâmica do varejo. Hoje, 30 das 250 maiores empresas do varejo do mundo estão no Brasil, como Ralph Lauren, L’Occitane, Lojas Americanas, Pão de Açúcar, GAP, Magazine Luiza, Pizza Hut, Fenac, Sephora, Zara e Hering, por exemplo. Mas por que o Brasil chama atenção dos mercados globais, apesar da crise? Segundo Dalquano, o consumo brasileiro é similar ao mercado de origem onde essas empresas produzem. “Os artigos não precisam ser adaptados ou as mudanças são muito pequenas. A cultura do Brasil é global, de acordo com um estudo da Delloite, instituto que desenvolve pesquisas na área de varejo.”

A customização é outra tendência no varejo contemporâneo. Customizar significa personalizar o produto.  Osmar Dalquano citou o case da Normal, uma empresa americana de fones de ouvido que faz produtos de acordo com o formato das orelhas de cada cliente. Com a ajuda de aplicativo da empresa, os próprios consumidores podem fazer uma foto em 3D do ouvido e enviar para a fabricante que produz, com impressora 3D, os fones da cor que o cliente quiser, em 48 horas. “No meu negócio, o que eu consigo customizar, entregar para o cliente alguma atividade ou serviço que é feito exclusivamente para ele?”, questiona Dalquano.

Comércio eletrônico

O Físico & Digital foi um dos assuntos mais comentados na feira americana. Para Dalquano, no Brasil, os empresários ainda não enxergaram o potencial do e-commerce. No entanto, até dezembro de 2015, serão vendidos no País 65 milhões de smartphones, para as classes C e D, que ainda não tinham acesso à ferramenta. Isso significa que todas essas pessoas estarão conectadas. Além disso, o aparelho celular é usado para pesquisar preços enquanto as pessoas estão vendo os comerciais pela televisão. A tendência é que as compras sejam feitas também por meio dessa plataforma. Será um novo canal de comunicação.

Essa relação entre espaço físico e virtual é chamada de ominichannel, que é a fusão dos dois canais. “As lojas precisam estar presentes e integradas nas duas plataformas. Até a Amazon está investindo em lojas físicas. A loja física é essencial para a marca se relacionar com o cliente, por isso, as empresas de varejo americanas estão oferecendo para os clientes a compra na internet e a retirada dos produtos na estrutura física, para fortalecer o canal de venda”, enfatizou Osmar Dalquano.

A junção do novo e do velho também está em alta no varejo. “A Urban Outfitters é uma loja para público jovem, que traz uma coisa nostálgica, como o vinil e os fones de ouvidos grandes. Essa nostalgia é a brincadeira que o varejo está fazendo lá fora. A lembrança do passado, o vintage, é sinônimo de conforto”, avaliou Dalquano.

Inovação e tecnologia

Ele demonstrou que a inovação e tecnologia também são estratégias que aumentam a comunicação com os consumidores contemporâneos. O Beacons é uma plataforma de Business Inteligence (BI) e vai oferecer dados sobre o comportamento o consumidor nas lojas. Trata-se de uma tecnologia barata e o aparelho custa em média entre 20 e 35 dólares. “Com a ajuda da tecnologia, os empresários conseguem obter mais informações e com certeza o Beacons irá chegar ao Brasil nos próximos anos. Aqui no Paraná, já existem empresas que fornecem o equipamento”, alertou.

A revolução no varejo mudou também o formato das empresas. As startups, que podem ser definidas como empresas jovens e extremamente inovadoras em qualquer área ou ramo de atividade, que procuram desenvolver um modelo de negócio escalável e repetível, estão contribuindo com a quebra de paradigmas no varejo. “Um exemplo é a UBER, uma empresa que está entrando no mercado global e que está desestabilizando a estrutura das companhias de táxi. Qualquer pessoa que tenha um carro em bom estado e da cor preto pode virar taxista. Começou numa sala de aula e já vale 40 bilhões de dólares”, contou Dalquano.

Por todas essas razões, para se diferenciar no mercado, os negócios precisam estar baseados em propósitos. “É aquilo que vai além do produto, como Starbucks, que promove boas experiências para os consumidores dentro das lojas. Outro exemplo é a Apple, que oferece design com usabilidade, ou sejam que não precisa de manual. Os empresários precisam definir qual o propósito do seu negócio. Você existe para que? Essa mensagem é transmitida para colaboradores e clientes? Há engajamento?”, indagou Osmar Dalquano.

Programa

A região norte é a única do Estado que terá duas turmas do Varejo Mais, uma em Londrina e outra em Apucarana. Conforme Leda Terabe, o objetivo do Programa é aumentar a competitividade por meio da profissionalização da gestão. “O grande interesse do comércio varejista é melhorar o faturamento e esse é um dos resultados que serão obtidos pelos participantes do Varejo Mais.”

A metodologia do Programa contempla diagnóstico (o consultor faz perguntas para verificara situação do negócio); devolutiva (apresenta o que é preciso fazer para atingir os resultados esperados); capacitações nas áreas de planejamento estratégico, finanças, visual de loja, vendas, experiência de compra e gestão de equipe e de pessoas; oficinas e palestras sobre gestão do Tempo, mapeamento de processos, marketing na prática, sustentabilidade e e-commerce; coaching; e diagnóstico final.

Asimp/Sebrae

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