Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

Segundo o deputado Efraim Filho, pelo menos é esse o sentimento que se tem no momento. Ele participou da reunião da Unecs realizada na quarta-feira (10)

As instituições que formam a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) estiveram reunidos esta manhã para discutir o futuro da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS) e para dar continuidade às discussões em torno da reforma tributária, o principal pleito do grupo em 2021.

 “Há muitas controvérsias em torno da reforma e precisamos ouvir de você, como liderança, o que podemos esperar para este ano”, disse o presidente da Unecs, George Pinheiro, ao dar boas vindas ao presidente da FCS, deputado Efraim Filho (DEM/PB).

De acordo com Efraim, pelo que se tem ouvido, a ideia é de que o texto da reforma tributária seja votado em primeiro lugar pelo Senado e a administrativa, pela Câmara. Mais uma vez, o deputado pediu que os líderes empresariais aguardassem o relatório final que será apresentado para que sejam feitas discussões com base em fatos. “Não vai haver votação imediata, vai haver audiências públicas, então não é preciso gastar energia agora com problemas que talvez já estarão solucionados quando da elaboração do texto”, pontuou.

O presidente da FCS demonstrou interesse em continuar no cargo e disse que as reformas serão um grande gancho para que se possa discutir assuntos que são de total interesse do setor e que tramitam paralelamente, como o projeto que previa a prisão de gerentes, votado ontem na Câmara, o PL do superendividamento, e o PL de socorro aos eventos, que pode incluir a alimentação fora do lar no texto. “Vamos precisar da mobilização da Unecs para acompanhar de perto”, disse.

O presidente eleito para assumir a Unecs em março, José César da Costa, destacou a importância da entidade para as discussões de interesse do setor. “Teremos um ano muito de difícil, de recuperação e mudanças que não serão passageiras. O mundo está mudando e nós teremos papel fundamental nesse processo”, declarou.

No próximo mês, a Unecs promoverá um evento, em Brasília, para dar posse ao novo presidente da entidade e da FCS. Serão convidados os presidentes da República, do Senado e da Câmara dos Deputados, além de ministros e todos os parlamentares que formam a Frente.

Estudo

Ainda no tema reforma tributária, o professor e consultor da FIA/USP Nelson Barrizzelli apresentou mais uma etapa do estudo que tem feito sobre o tema, a pedido da Unecs. A intenção é estudar a fundo todos os impactos que as mudanças poderiam causar no setor de comércio e serviços.

Na reunião o professor destacou o impacto da proposta do governo federal, de criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com uma alíquota de 12%. De acordo com Barrizzelli, se aprovada, a CBS poderia trazer um aumento de mais de R$ 46 milhões de aumento tributário para o setor. “O ministro Paulo Guedes chegou a dizer que que isso seria para manter os R$ 55 bi de isenções fiscais, mas no meu entendimento, na prática, a contribuição seria para aumentar a renda do governo”, disse.

Ainda para o professor, o Brasil realmente precisa apresentar logo uma proposta de reforma, porque se apenas um tributo – a CBS – causaria esse impacto nas empresas, as PECs 45 e 110 podem ter um potencial semelhante ou maior. “O grande desafio é encontrar um meio de simplificar para tornas mais barato um sistema muito complexo e para diminuir a carga”, apontou.

(http://unecs.com.br)

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios

Utilizamos cookies e coletamos dados de navegação para fornecer uma melhor experiência para nossos usuários. Para saber mais os dados que coletamos, consulte nossa política de privacidade. Ao continuar navegando no site, você concorda integralmente com os termos desta política.