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O salário médio do jovem do Paraná subiu 30,5% entre 2009 e 2015 – considerando a variação real, acima da inflação – e passou da quinta para a terceira colocação no País. A remuneração média dos trabalhadores com idades entre 16 e 24 anos aumentou de R$ 621,37, em 2009, para R$ 1.186,78, em 2015. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, e foram compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

O aumento salarial dos jovens paranaenses é superior à média nacional, que variou 19,6% e passou de R$ 539,35 para R$ 944,39 no período. O Estado fica atrás apenas de Santa Catarina e do Distrito Federal, que têm remuneração de R$ 1.388,37 e R$ 1.354,37, respectivamente.

CONDIÇÃO FAVORÁVEL – O salário mínimo regional, mais alto que o nacional, e as políticas de industrialização do Governo do Estado estão entre os motivos que elevam a renda do jovem paranaense, explica o diretor-presidente do Ipardes, Julio Suzuki.

“A condição do mercado de trabalho do Paraná é mais favorável que a do Brasil e isso se reflete em termos de rendimento, inclusive para o estrato mais jovem da população”, disse. “O Estado ultrapassou, inclusive, grandes economias regionais, como São Paulo e Rio de Janeiro”, ressalta.

Suzuki destaca que o programa estadual de atração de investimentos Paraná Competitivo, que incentiva que as empresas contratem jovens aprendizes, propiciou um adensamento significativo da base produtiva paranaense nos últimos anos, o que se reflete em termos salariais. “Além disso, há uma forte vinculação do diferencial positivo do salário do Paraná à questão da escolaridade. O jovem paranaense tem uma média de anos de estudo superior à média brasileira”, afirma.

SETORES – A indústria é o setor que mais remunera os jovens, com média salarial de R$ 1.355,97, incluindo a da construção civil. Os setores de serviços, com salário médio de 1.157,88, e do comércio, de R$ 1.119,41, vêm na sequência. Por último está a agricultura, com remuneração média de R$ 809,49.

Suzuki ressalta que as condições de trabalho dos jovens são diferentes dos outros trabalhadores, já que muitos conciliam emprego com estudo e trabalham por meio expediente.

AEN

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