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Apostar na curiosidade como motor da ciência e do conhecimento dá bons resultados no processo de aprendizagem. A equipe do Colégio Universitário, em Londrina, comemora que 23 educandos conquistaram medalhas na Olímpiada Brasileira de Astronomia – OBA. Aberta aos alunos do Ensino Fundamental e Médio, ela foi realizada nos dias 12 e 13 de novembro de 2020, de modo on-line, em virtude da pandemia.

O concurso teve nada menos que 203 mil participantes, realizando as provas, o que torna significativo o número de medalhistas do Colégio. Outro motivo de comemoração para pais, alunos e equipe do Universitário é que há medalhistas em todas as categorias da prova, do 6º ano ao chamado “Terceirão”.

Os alunos com as melhores notas participarão, agora, da seletiva para as equipes que disputarão em 2021 a OLAA – Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica. Entre os 23 medalhistas do Universitário, 14 são ganhadores de medalhas de ouro, por atingirem as notas mais altas. Eles disputarão a seletiva internacional. As provas começam no dia 15 de janeiro e serão, também, em ambiente virtual.

Incentivo à curiosidade por explorar o universo

A OBA é coordenada por uma comissão científica formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira – SAB e da Agência Espacial Brasileira – AEB, contando com apoio do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A OLAA é coordenada por uma comissão de astrônomos de vários países e acontece desde 2009, tendo como sede a capital do Uruguai, Montevidéu.

A astronomia é ao mesmo tempo uma das mais antigas ciências e uma das mais inquietas e desafiadoras da atualidade. Do conhecimento dos mapas celestes para as navegações e as medidas do tempo, na antiguidade, até a possibilidade de vida extraterrestre e da existência de planetas semelhantes à terra, a Astronomia tem, literalmente, um universo a ser explorado, sendo fonte de curiosidade para os jovens estudantes. Ela envolve das distâncias no universo às medidas em anos luz da terra para outras galáxias e a possibilidade das viagens espaciais. É uma das mais instigantes ciências contemporâneas.

Para Raquel Calil Ruy, Diretora do Colégio Universitário, os destacados resultados obtidos pelos alunos refletem um norte educacional que valoriza a pesquisa e incentiva a curiosidade. Ela relata que os professores são preparados para fornecer estímulos. Desde o 6º Ano, há uma iniciação científica sistematizada. O início se dá pelo projeto chamado de Embaixadores do Meio Ambiente, que envolve os alunos com a preocupação ambiental planetária.

A proposta pedagógica contempla a participação nas olimpíadas de conhecimento. “Quando chegam no 9º Ano, os alunos já têm o interesse despertado. Para nós, isso é uma construção que começa cedo e os resultados não vêm por acaso”, salienta a Diretora.

Quando os alunos participam da olimpíada de astronomia ou outra têm o apoio de professores especialmente preparados em relação aos temas. O Colégio proporciona aulas temáticas e os alunos que vão passando de fase vão recebendo conteúdos que se aprofundam. “Temos um foco de ciência; uma intencionalidade pedagógica”, conclui Raquel Calil.

Juliana Barbosa/Asimp

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