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O país precisa de um plano nacional para atrair jovens de volta às escolas e universidades. O pedido foi feito por representantes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e da União Nacional dos Estudantes (UNE), que participaram na segunda-feira (8) de reunião da Subcomissão Temporária para Acompanhamento da Educação na Pandemia. O presidente da subcomissão, senador Flávio Arns (Podemos-PR), prometeu trabalhar em conjunto com os estudantes na busca de uma solução para a evasão escolar. 

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) projeta que 5,5 milhões de estudantes brasileiros em idade escolar estavam sem atividades em outubro. Entre os motivos que levaram muitos alunos a abandonar a escola durante a pandemia, estão a dificuldade de acesso à internet e a crise econômica. 

De acordo com a presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Rozana Barroso, o aumento da  inflação e do desemprego empurrou jovens de famílias mais pobres para trabalhos precários. Negros e indígenas são as principais vítimas do problema, segundo Rozana. Ela pediu a ajuda do Senado na criação de uma “operação resgate” para garantir a volta desses jovens para a escola.

— Vamos precisar de uma operação resgate, de uma busca ativa desses estudantes. Precisamos de um plano nacional, de um projeto, para pegar aquele estudante secundarista que está no sinal vendendo bala para ajudar a mãe e desistiu de estudar — disse a presidenta da Ubes. 

Universidades

O problema se repete nas universidades e instituições federais de ensino, de acordo com Charles Ferreira, da UNE. Segundo ele, a combinação de inflação, desemprego e pandemia somada aos cortes no orçamento da educação têm aumentado a evasão nas universidades. 

Ferreira pediu o apoio dos senadores para garantir a recomposição do orçamento de bolsas de estudo e do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), programa federal que apoia a permanência de estudantes de baixa renda matriculados em cursos de graduação presencial das instituições federais de ensino superior. O plano garante auxílio-moradia, auxílio-creche e alimentação, entre outras medidas. Para ele, o Pnaes deveria se tornar uma política de estado. 

— É muito caro para a gente, e é importante que o Pnaes seja uma política de estado e não fique dependendo de critérios ideológicos de quem está no poder — disse o representante da UNE. 

Flávio Arns lembrou que muitos estudantes estão agindo e criando grupos para tentar levar os colegas de volta à escola. Ele pediu um levantamento da Ubes e da UNE sobre o problema e se comprometeu a atuar em conjunto com as organizações estudantis e outros atores do setor em busca de estratégias para reduzir a evasão. 

— Esse levantamento serviria como um subsídio interessante para a comissão. Vamos, junto com a Ubes e UNE, apresentar uma proposta para a sociedade — disse o senador.

Agência Senado

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