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No Dia Mundial da Saúde, autarquia celebra investimento que contribui para o desenvolvimento da pesquisa científica

De cada 10 bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que estudam nas instituições de ensino do país, quatro pertencem a programas de pós-graduação stricto sensu de ciências da vida. A Coordenação destina 32.487 bolsas de mestrado e doutorado, de um total de 84.786, para estudantes de cursos como medicina, enfermagem, farmácia, educação física, biologia, medicina veterinária, nutrição e odontologia.

O investimento da Capes contribui para a formação de recursos humanos e o desenvolvimento da pesquisa científica na área de saúde. Por isso, a autarquia celebra o Dia Mundial da Saúde que é comemorado há 70 anos no dia 7 de abril.

O presidente da Capes, Benedito Aguiar, destaca a criação do Programa de Combate às Epidemias que vai conceder 2,6 mil bolsas em Ciências da Vida, com investimento de R$ 200 milhões em projetos que lidam direta ou indiretamente com o estudo do Covid-19. A ampliação do apoio a pesquisas na área de saúde é estratégica para o país. Por isso, a Capes intensificará a oferta de programas induzidos na área”, afirmou.

As bolsas estão nas mãos da bióloga Glenda Ramos, do profissional de Educação Física João Arthur Alcântara, e da biomédica Laila Barbosa, por exemplo, que pesquisam – na Universidade do Estado do Amazonas – maneiras de impedir a transmissão da malária e melhorar o atendimento às pessoas que contraíram a doença. Todos eles são bolsistas da Capes. “Das formas de bloquear a transmissão ao tratamento das pessoas infectadas, estudamos meios preventivos e de cura”, conta Glenda.

Em busca de respostas aos problemas de transtorno de aprendizado do público infantil, o bolsista da Capes Lucas Araújo de Azevedo, doutor em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e que finaliza seu pós-doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC–RS), estuda o nível de estresse em crianças expostas a situações de risco e, mais especificamente, naquelas com transtornos de aprendizado, como dislexia.

“Esperamos que essas pesquisas que estamos fazendo melhorem o entendimento do problema. Queremos que essas crianças cresçam de maneira adequada. Sabemos que algumas políticas públicas no Brasil estão sendo implementadas em relação a isso, mas acho importante que mais pesquisas possam ser desenvolvidas para encontrarmos o caminho certo”, defende.

Com a sua pesquisa, o bolsista Vinícius de Oliveira Boldrini, doutorando no Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular do Instituto de Biologia da Universidade de Campinas (Unicamp), também contribui para a melhora da qualidade de vida da população. Ele analisa as células que agem contra infecções virais e tumores em pacientes com esclerose múltipla. A importância do seu trabalho lhe rendeu dois prêmios na área de neurologia em 2019. “Estudos que buscam entender como o sistema imunológico funciona são de extrema importância para o desenvolvimento de medicamentos novos e mais eficientes. Estas terapias devem ter um impacto muito positivo no tratamento de diversas doenças em um futuro próximo”, disse.

A bolsa da Capes possibilitou que a nutricionista Lívia Dourado, formada pela Universidade de Brasília (UnB), com doutorado-sanduíche na McGill University no Canadá, pesquisasse a relação entre o câncer e a alimentação. Ela analisou em cobaias uma dieta padrão, segundo as normas da Organização Mundial de Saúde (OMS), e outra com excesso de gordura. “A pesquisa contribui para a conscientização de que se nos alimentarmos melhor, não só por uma questão de perda de peso, podemos melhorar o sistema imunológico e não desenvolver, por exemplo, gordura no fígado. Não estamos falando de um medicamento caríssimo. São coisas simples”, argumenta.

Na área de Ciências da Vida, há 2.398 cursos e 32.487 estudantes titulados em mestrado ou doutorado em 2019. Da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Heloisa Matos, bióloga e mestre em Ciência da Saúde, pesquisa, por meio de estudos de genes, formas de controlar e tratar as crises causadas pela epilepsia, que atinge cerca de 1% da população mundial, sendo que 30% dos pacientes não respondem ao tratamento por medicamentos.

“As intervenções controladas com o uso de fármacos, dieta, exercícios físicos, luz ou estímulos cognitivos, podem promover o alinhamento dos ritmos em diferentes regiões do cérebro de um paciente, e isso pode ser utilizado para o tratamento das crises epilépticas”, avalia a bolsista da Capes, que também soma esforços a outros pesquisadores que procuram garantir uma vida mais saudável para milhares de pessoas.

Asimp/CAPES/com informações da Capes

#JornalUnião

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