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Maioria dos entrevistados aprova qualidade do ensino remoto, permanece pagando em dia as mensalidades e não têm intenção de trocar de instituição; 8,5 mil pessoas responderam ao questionário enviado pelas escolas, creches e universidades privadas

Completando três meses do decreto estadual de caráter sanitário que determina a paralisação das aulas presenciais em todo o Paraná, como medida emergencial para o enfrentamento a pandemia de Covid-19, o Sinepe-PR elaborou uma pesquisa para ouvir pais e alunos das instituições de ensino particular sobre as aulas remotas, retorno do convívio presencial escolar e intenções pós-pandemia.

 “Essas informações certamente ajudarão os gestores do ensino particular a entender e planejar o futuro próximo.”, destaca a presidente do Sinepe-PR, Esther Cristina Pereira. Dos entrevistados, mais de 88% deles informou estar pagando as mensalidades das instituições em dia, 93% disseram não pretender trocar de instituições após a pandemia e 77% tem avaliação positiva em relação à qualidade das aulas não presenciais.

 “Na pesquisa entendemos o medo de muitos desses pais com relação à doença e a necessidade de que as aulas sejam retomadas o quanto antes para, por exemplo, esses 23% que certamente estão trabalhando e precisam de uma organização complexa para ter com quem deixar os filhos”, analisa a presidente.

Aulas remotas

O questionário “Cenários da Educação do Paraná em Tempos de Pandemia” foi respondido por aproximadamente 8,5 mil pessoas, das quais 95,4% estuda ou tem filhos na rede particular de ensino e 96,4% dos participantes disse estar recebendo materiais complementares para a realização de aulas não presenciais.

Um dos principais quesitos que a pesquisa tinha por fim revelar trata-se da análise dos pais ou responsáveis sobre a qualidade das aulas remotas. Nesse ponto, as avaliações positivas totalizaram 77% dos entrevistados, sendo que 59,5% deles se declararam satisfeitos e outros 17,5% muitos satisfeitos.

Retorno programado

Questionados sobre uma possível data de retorno, entre quatro alternativas apresentadas que iam de 22 de junho a 03 de agosto, 67,3% se mostrou mais confortável com o retorno das aulas presenciais no início de agosto, contra 18,1% que gostaria que as aulas retomassem na primeira data apresentada.

Indagados ainda, se as aulas fossem retomadas em 22 de junho, 64,4% relatou que não estariam dispostos a enviar os filhos à escola, mesmo que estas estivessem seguindo todos os protocolos de orientação das autoridades de saúde.

A vontade de 76,4% dos entrevistados é a de continuar recebendo as atividades remotas, mesmo após o retorno das aulas presenciais, para que possam enviar os filhos à escola apenas quando se sentirem mais seguros em relação à pandemia. Outros 23,6% estaria frequentando normalmente as aulas assim que o decreto emergencial for revogado.

Situação econômica

Com relação aos pagamentos das mensalidades, exatos 88,4% dos entrevistados relatou estar pagando normalmente as instituições de ensino e 93,2% deles informou que não têm intenção de trocar de instituição de ensino após a pandemia.

Flora Guedes/Asimp

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