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A avaliação foi feita pelo secretário paulista, Rossieli Soares, durante live com a presença do presidente do Sebrae, Carlos Melles

O empreendedorismo é um conteúdo transversal e estruturante para o estudante brasileiro e precisa ser levado para o aluno desde o ensino infantil até os últimos anos do ensino médio. A avaliação é do secretário de educação do governo do Estado de São Paulo, Rossieli Soares, que coordena também a frente nacional de currículo e novo ensino médio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). A análise foi feita durante live realizada para debater sobre a introdução do empreendedorismo no currículo escolar, realizada na quinta-feira (16). O encontro contou também com as participações do presidente do Sebrae, Carlos Melles; do superintendente do Sebrae SP, Wilson Poit e de Kátia Smole, diretora do Mathema.

“Empreender não é só abrir uma empresa. Estamos falando em empreender para a vida, e isso exige uma transformação de mentalidade. Precisamos começar desde cedo, a partir da Educação Infantil até o Ensino Médio”, comentou Rossieli. O secretário destaca que a arquitetura do novo Ensino Médio contempla o empreendedorismo como um dos quatro eixos estruturantes, ao lado da investigação científica, dos processos criativos, além da mediação e intervenção sociocultural. Rossieli ressaltou que o empreendedorismo está presente em todos os novos itinerários formativos e reconheceu a importância da parceria estratégica com o Sebrae. “Educação e empreendedorismo vão andar sempre lado a lado. Educar para o século 21 é apresentar ao aluno a possibilidade do empreendedorismo”, frisou. Segundo o secretário, cerca de 2,5 milhões de alunos nos anos finais do ensino médio da rede pública de São Paulo já contam com a oportunidade de participar de palestras de empreendedorismo como opção de carreira, oficinas sobre como desenvolver negócios inovadores, além de oficinas de pitch (apresentação verbal e concisa de uma ideia). “A reforma do ensino médio tem no seu bojo espaço para a educação empreendedora, estimulando a criatividade dos alunos”, complementa Rossieli.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o mercado de trabalho do século XXI exige uma profunda revisão de antigos paradigmas da educação de crianças, adolescentes e jovens e impõe novos desafios aos educadores. “É nesse contexto que se insere o debate sobre a difusão da cultura empreendedora, por meio da educação. A educação empreendedora é uma das ferramentas fundamentais para orientar os estudantes a se posicionarem diante dos desafios impostos por essa nova realidade, tornando-os protagonistas de suas trajetórias profissionais”, comenta Melles.

Segundo ele, o Sebrae desenvolveu, ao longo das últimas décadas, um conjunto de metodologias e ferramentas pedagógicas adequadas à promoção do conhecimento, de forma multidisciplinar, em todos níveis de ensino, integrando conteúdo à prática. Exemplo disso é o Programa Nacional de Educação Empreendedora (PNEE), criado em 2013, e que já alcançou 4,5 milhões de crianças e jovens. Por meio do programa, 165 mil professores, em mais de 9 mil instituições de ensino, foram capacitados nessa metodologia.

Empreendedorismo para a vida

"Estamos alinhados com a Secretaria de Educação, focados na solução e não apenas no problema. Nesse contexto, o empreendedorismo é a peça-chave para o desenvolvimento, principalmente da juventude", ressaltou o diretor-presidente do Sebrae em São Paulo, Wilson Point. "É muito importante que os alunos do Ensino Médio tenham não apenas conhecimento sobre o empreendedorismo, mas que estejam preparados para construir um plano de negócios para suas próprias vidas. Eles devem saber que não basta buscar emprego, se você pode ajudar a gerar empregos", completa Point.

Para Kátia Smole, ex-secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, a discussão do tema é muito pertinente, já que chega no momento em que 12% da juventude brasileira em idade para frequentar o ensino médio estão fora das salas de aulas. Apontando o último relatório da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), a professora afirmou que 30% dos estudantes que deixam o colégio não fazem o ENEM: "Precisamos oferecer uma escola atrativa e que garanta uma base aos alunos, além de uma nova proposta para o ensino médio". "Também temos que pensar no educador, na formação dos professores", acrescentou.

Sebrae como referência

Durante a Live, o Sebrae lançou uma cartilha que traz referências teóricas e metodológicas para subsidiar a inclusão da temática do empreendedorismo nos currículos escolares dos estados e municípios brasileiros.

O documento enumera uma série de iniciativas - presenciais e a distância – lideradas pelo Sebrae e que estão à disposição dos gestores escolares que desejarem colocar a educação empreendedora em prática. As soluções são voltadas tanto para estudantes quanto para professores.

Para conferir a íntegra da cartilha, clique aqui

Asimp/Sebrae

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