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Provas acontecem em janeiro e fevereiro de 2021. Confira dicas para se preparar em meio à pandemia

Após o adiamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em virtude da pandemia da covid-19, o governo brasileiro anunciou as novas datas da prova. Os estudantes que optaram pela versão impressa realizam os testes nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021 e a versão digital será realizada nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Os resultados serão divulgados a partir de 29 de março, de acordo com anúncio feito pelo secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, durante coletiva de imprensa, em Brasília.

Com essa definição, os estudantes podem organizar os estudos e focar os esforços para as provas do próximo ano. De acordo com o professor de Língua Portuguesa do Colégio Marista Santa Maria, Vinícius Lima Figueiredo, mesmo durante à pandemia é possível estudar os conteúdos da prova e analisar o contexto mundial. “O ENEM pede que o aluno reconheça o mundo e que se reconheça nele. Por isso, assistir filmes, séries, documentários, jornais, ler livros e até jogar video game pode ajudar a construir repertório e trabalhar a intertextualidade dos materiais”, explica Figueiredo, que é Mestre em Literatura. Para isso, além do estudo tradicional, aproveitar outros conteúdos  também ajuda a construir esse repertório, especialmente em tempos de isolamento social que pede que as atividades fiquem restritas à casa.

De olho na redação

Para Figueiredo, a argumentação e a originalidade são pontos importantes que os estudantes devem considerar ao fazer a redação. “Os alunos recebem e detém muita informação, então é essencial que eles consigam conectar esses dados, gerando conhecimento e pontos de vista próprios. Dessa forma se constrói uma argumentação sólida e bem vista na revisão da redação”, analisa.

Uma das dicas que ele dá é: “se deixe levar pela narrativa, para aproveitar a obra por completo. Se coloque no lugar do protagonista”. Figueiredo explica que dessa forma, é possível fazer relações entre o que o protagonista está passando e sua própria vida e assim construir conexões próprias. “É um exercício de empatia. Se transportar para o universo do filme, do jogo ou do livro, faz com que o espectador avalie as situações do seu ponto de vista e possa usar isso no futuro. É assim que se constrói uma visão crítica dos mais diversos materiais e se torna o “leitor ideal”.

E para quem acha que apenas conteúdos históricos valem, o professor afirma: “mesmo seriados que se passam em mundos distópicos ou fantásticos podem nos ensinar muito. Tudo faz parte da realidade de alguma forma, sejam o contexto histórico, o cenário, as relações humanas e até a música e outros elementos de pano de fundo de uma história”, conclui.

Asimp/ RMC

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