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Todas as unidades escolares do Munícipio estão envolvidas neste atendimento a alunos em situação de vulnerabilidade social, com dificuldades de aprendizagem ou cujas famílias não tenham acesso à internet

A Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), está atendendo, de forma presencial, alunos do Ensino Fundamental da rede municipal que estejam em situação de vulnerabilidade social, sob risco de evasão escolar, que apresentem baixo índice de aprendizagem ou cujas famílias enfrentem dificuldades para acessar os meios digitais.

No total, os atendimentos deverão contemplar entre 11 e 12 mil crianças por dia, até o final do mês de maio. Todas as unidades escolares do Munícipio estão envolvidas nessas ações, que se iniciaram na segunda quinzena do mês passado.

Esses atendimentos acontecem por meio das consultas pedagógicas e do programa de reforço escolar. As crianças da Educação Infantil também são atendidas, com o objetivo de fortalecer os vínculos afetivos entre professor e aluno, bem como apoiar as famílias através de ações pedagógicas.

As atividades seguem as regras estabelecidas pelo Decreto nº 500/2021, publicado em 30 de abril, que permite o atendimento pedagógico de até três crianças por sala de aula, seguindo os protocolos aprovados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Alinhadas às normas sanitárias e de higiene contidas no Plano de Biossegurança de cada unidade escolar, as ações de reforço e atendimento individualizado acontecem de forma segura, visando a prevenção da transmissão da Covid-19. Na entrada da unidade, cada criança passa por protocolos de medição de temperatura, higienização dos calçados em tapete sanitizante e limpeza das mãos com álcool em gel. Obrigatoriamente, todos os alunos devem estar com máscaras de proteção, já distribuídas pela SME. As crianças são atendidas com o distanciamento necessário e o atendimento acontece com dia e hora previamente agendados.

Para selecionar os alunos que serão atendidos no reforço escolar, a unidade se baseia no monitoramento das atividades remotas e também na avaliação diagnóstica realizada no início do ano. Por meio dessas ações, é possível identificar as crianças que estão apresentando dificuldades significativas na aprendizagem do conteúdo previsto. Além disso, graças ao trabalho dos professores-mediadores (leia mais abaixo), a rede municipal consegue localizar as crianças que deixaram de frequentar as aulas e cujas famílias não respondem às tentativas de contato.

A secretária municipal de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes, salientou a importância do programa de reforço para o desenvolvimento educacional das crianças contempladas. “Esse atendimento é mais uma estratégia que as escolas estão usando para que todos os alunos sejam contemplados. Desde o início da suspensão das aulas presenciais, nenhuma criança ficou sem atendimento. Estamos fazendo todos os esforços possíveis para oferecer um ensino de qualidade aos alunos”, disse.

De acordo com a assessora pedagógica da SME, Mariângela Bianchini, a pasta tem oferecido todo o apoio pedagógico necessário aos docentes. “Além de atividades formativas, fornecemos diversas orientações, indicações e sugestões de trabalho, assim como materiais de apoio para os nossos professores, incluindo sequências didáticas de atividades. Esses materiais estão disponíveis na página da Secretaria da Educação, e os docentes têm liberdade para escolher a forma de utilizá-los, conciliando-os com as suas próprias estratégias, considerando a realidade de sua turma e da unidade escolar em que atuam”, salientou.

Bianchini destacou, ainda, que a intenção da Secretaria de Educação é expandir gradualmente o número de alunos atendidos nas consultas pedagógicas e no programa de reforço. “Iniciamos as atividades em fevereiro, com uma criança atendida por vez. Até o fim de maio, pretendemos atender três crianças por vez, com três atendimentos em cada período, totalizando nove alunos a cada manhã e outros nove a cada tarde, com todos os cuidados necessários.  A meta foi sair de 2 mil atendimentos diários realizados em abril para 12 mil alunos beneficiados diariamente”, afirmou.

Professores-mediadores – Por meio da Gerência Educacional de Apoio Especializado e da Coordenação de Mediação e Ação Intersetorial (COMAI), a SME conduz o Projeto Professor Mediador e Facilitador Escolar e Comunitário. Atuando em parceria com as equipes das secretarias municipais de Saúde e Assistência Social, os docentes envolvidos nessa iniciativa são responsáveis por prestar atendimento às crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social.

Através de visitas, os professores realizam ações como a distribuição de materiais didáticos, a entrega de cestas-básicas e o fornecimento de orientações relativas às medidas sanitárias e aos serviços da rede municipal de educação. O trabalho desses profissionais tem sido fundamental para localizar crianças em situação de evasão escolar, assim como identificar as necessidades das famílias de baixa renda. No momento, a Secretaria Municipal de Educação conta com 21 professores mediadores, treinados especialmente para essa função. Entre fevereiro e abril deste ano, esses docentes realizaram 1.636  visitas pedagógicas, assim como a entrega de 890 cestas básicas e 3.447 kits didáticos.

NCPML

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