Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.

A educação é viva e sempre possibilita ao docente se apropriar de novas abordagens em sala de aula. Pode-se dizer que essa foi uma das premissas que a professora Silvia Stelmastchuk seguiu para levar aos seus estudantes uma atividade que, em três décadas de atuação na rede estadual de ensino do Paraná, não pensou que seria possível: trabalhar com jogos eletrônicos na disciplina de Educação Física.

A ideia foi trazida pelo Currículo da Rede Estadual Paranaense (Crep), documento da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte lançado em fevereiro, voltado aos anos finais do Ensino Fundamental.

O Crep funciona como um grande guia desenvolvido a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Referencial Curricular do Paraná. Ele compila os conteúdos essenciais a serem trabalhados em cada disciplina, separados por ano, além de sugestões de como distribuir esses conteúdos nos trimestres letivos.

Em relação à disciplina de Educação Física, o Crep traz a unidade temática “Brincadeiras e Jogos”, que tem como objeto de conhecimento os jogos eletrônicos.

Importante salientar que a própria BNCC, norma curricular nacional, traz a “cultura digital” como uma de suas competências fundamentais.

Silvia está trabalhando a temática com estudantes do sétimo ano do Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal, em Maringá. Ela conta que para fazer um teste com a turma levou diversos minigames, que podem ser conectados à televisão da sala. Depois de pesquisar, descobriu que se tratavam de aparelhos da quarta geração dos consoles. A geração atual é a oitava.

“Pensei ‘com tantos consoles modernos e jogos com a parte gráfica avançada, com controles sensíveis, eles não vão dar espaço para esses joguinhos’, mas resolvi levar para a turma mesmo assim. Fiz uma introdução, passei vídeos a respeito e percebi que eles estavam focados. Os estudantes não tiveram nenhum preconceito com esse videogame mais antigo. E quando coloquei na televisão, ficaram vidrados, eufóricos””, relata.

COMO TRABALHAR – Após abordar a parte teórica dos jogos com os alunos, Silvia organizou um circuito de games. Além da estação dos jogos eletrônicos, foram montadas também mesas com jogos de tabuleiro, como xadrez e Imagem & Ação. Aos alunos será aplicado um quiz sobre o conteúdo, com perguntas que envolvem pontos como a evolução da parte gráfica dos jogos, suas gerações, personagens clássicos, entre outros. A professora também planeja trabalhar o game Just Dance, em que o jogador precisa seguir os movimentos do dançarino da tela.

Segundo ela, o envolvimento com os minigames resultou em uma dinâmica bastante interessante entre os estudantes. Eles ficaram motivados a pesquisar mais a respeito e alguns chegaram a levar itens antigos ligados à temática para compartilhar com os colegas, como fichas de fliperama que seus pais ainda tinham em casa.

Silvia diz que abordar jogos eletrônicos em sala de aula ajuda a aprimorar nos estudantes noções de cooperação e trabalho em equipe, raciocínio lógico, estratégia e também estimula a coordenação motora fina.

AEN

#JornalUnião

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios

Utilizamos cookies e coletamos dados de navegação para fornecer uma melhor experiência para nossos usuários. Para saber mais os dados que coletamos, consulte nossa política de privacidade. Ao continuar navegando no site, você concorda integralmente com os termos desta política.