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Com a criação de uma rádio via WhatsApp e de uma horta comunitária, estudantes e famílias resgatam tradições da área rural da cidade

A reunião das famílias, o senso de comunidade e a divulgação de informações sobre o bairro. Essas foram as motivações para a criação do  Estação ZN, projeto que informa por meio de um podcast no WhatsApp de alunos e familiares do Marista Escola Social Ir Acácio, além de moradores do bairro Conjunto João da Paz, em Londrina. A ação, que foi criada durante a pandemia da Covid-19, já resultou em inúmeros programas informativos e até na manutenção de uma horta comunitária.

O projeto desenvolvido pelos professores Geovane Sgabanasse e Odete Barbosa teve início no ano passado, enquanto as crianças estavam no ensino remoto e recebiam as atividades em casa. “A nossa ideia é recriar o senso de comunidade a partir do resgate histórico da zona norte de Londrina. Esta região é herdeira de uma cultura rural, cafeeira, onde o rádio foi um importante meio de comunicação, uma companhia. Assim, no contexto de atendimento remoto que se deu com a criação de grupos de whatsapp e a entrega de kit pedagógico, a Radiozap se tornou uma metodologia acessível aos educandos e famílias que muitas vezes não dispõe de Internet e computador em suas residências”, reforça Odete

O meio se tornou eficaz para construir aprendizagem e superar o distanciamento social. Com o tempo, a participação se tornou ainda mais efetiva. “Os estudantes foram se apropriando totalmente do processo, sugerindo músicas, receitas, histórias e até temas para realizarmos os podcasts, toda pauta é discutida com eles, que participam ativamente das gravações”, revela Geovane

Tradições e a horta comunitária

O projeto que conta com estudantes de 6 a 9 anos tem participação efetiva das famílias, que também buscam informações por meio das atividades. Pensando nisso, e no reconhecimento de uma cultura rural ainda presente na comunidade, a horta escolar foi transformada em uma horta comunitária. “O cultivo de hortaliças conta com a contribuição das famílias, que agendam seus momentos na hora para cultivar os canteiros, plantio e colheita”, reforça Geovane.

A atividade também proporciona o reconhecimento das raízes e tradições do povo, a construção de novos caminhos  solidários e sustentáveis. “Podemos contribuir para o enfrentamento do empobrecimento das famílias, desemprego e fome, devido a pandemia  com uma solidariedade socioambiental e a sustentabilidade”, reforça Odete.

Nos próximos meses as atividades incluem o aumento da horta comunitária e um mutirão para organização, plantio e colheita das famílias da região.

Nathalie Santini Maia/Asimp

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