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O Paraná tem se mostrado um centro promissor quando o assunto é a tecnologia/inovação. Graças à implantação estratégica de Institutos Senai de Tecnologia (IST), só em 2016 foram atendidas aproximadamente 1400 empresas no estado, num total de 44.944 horas de consultoria na área tecnológica, mais 36.142 horas em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.

Vale lembrar, que cada instituto é um ambiente de contínua interação entre a indústria, empreendedores, universidades, institutos de pesquisas e fontes de capital, em suas diversas formas, com a missão de atuar em transferência de tecnologia e inovação para aumentar a competitividade da indústria brasileira. O resultado é a aceleração do fluxo de conhecimento científico e tecnológico, direcionando a soluções efetivas para o segmento industrial.

Os ISTs paranaenses são especializados no atendimento de demandas das áreas de Meio Ambiente e Química, Construção Civil, Papel e Celulose, Madeira e Mobiliário, Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC, Alimentos, Refrigeração e Metalmecânica. Atualmente, estão em andamento os seguintes projetos/estudos: aproveitamento de soro ácido de leite para utilização em bebida láctea para consumo humano; sistema hardware + software para tratamento de fobias em clínicas; pesquisas para produção nacional de baterias start-stop; aplicação de macrofibras para estruturas de alvenaria; pesquisa e desenvolvimento de produtos alimentícios e cosméticos em diferentes aplicações.

De acordo com Claudio Henrique Voth, Coordenador Técnico de Negócio do Senai, o trabalho que vem sendo desenvolvido dentro dos Institutos visa a agregar valor aos processos e produtos das indústrias, das micro e pequenas empresas e dos microempreendedores individuais, "garantindo o acesso das mesmas às novas exigências de mercado e certificações. Além do potencial disponível (Recursos Humanos, Equipamentos) e atuação”, aponta Voth.

Prova disso são os acordos firmados com institutos de pesquisa internacionais. Recentemente, o IST de Telêmaco Borba fechou uma parceria com o Instituto Finlandês VTT Technical Research Centre. Já o IST Eletroquímica tem parcerias com o Fraunhofer Institut da Alemanha, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts/EUA e o Instituto de Pesquisa Acreo da Suécia.

Essas parcerias foram concretizadas a partir da identificação de possibilidades para desenvolvimento de trabalhos conjuntos, acesso a novas tecnologias, visitas (intercâmbios) e a participação em eventos, como palestras técnicas. “Estas ações são consequências de articulações internas (em nível estadual) e/ou participação do Departamento Nacional com possibilidades de interação entre os estados. Também é realizado o acompanhamento dos níveis de maturidade dos Institutos considerando o status de implantação e atuação”, explica Voth.

Suplemento para autistas

Em geral, os empresários procuram por consultorias para a adequação de processos com vistas à concessão de certificações (compulsórias ou voluntárias), além de ensaios e calibrações referentes a requisitos ou avaliação de seus produtos.

Um dos cases de sucesso surgiu da necessidade do posicionamento de um novo produto, quando a empresa Clorofila Farmácia de Manipulação, com sede em Curitiba, solicitou a ajuda do IST de Alimentos e Refrigeração, localizado em Toledo, interior do Paraná. Junto com o SENAI Centro Internacional de Inovação (C2i), o IST deu todo o suporte para o desenvolvimento de um suplemento vitamínico para autistas.

Seguindo uma tendência e com base em estudos da área nutricional, sabe-se que os portadores do autismo possuem alterações bioquímicas e fisiológicas específicas e não conseguem lidar com certos tipos de alimentos, que devem ser suprimidos de sua dieta, como a caseína (uma proteína do leite), glúten e soja.

“No organismo dos autistas, essas proteínas se transformam em heroína, aumentando as crises. Eles necessitam de doses mais elevadas de outros nutrientes, encontrados em ácidos gordos, como o ômega 3. Esse é o primeiro suplemento vitamínico destinado ao tratamento de autistas no Brasil”, esclarece a Diretora Técnica da Farmácia Clorofila, Claudia Rak.

Além do design e estudos de mercado, o trabalho direcionou esforços para as características e qualidades do suplemento, que se tornou uma fonte de nutrientes essenciais. “A equipe do Instituto Senai me orientou a oferecer uma fórmula balanceada e livre de potenciais agravantes para a saúde dos autistas. Eles fizeram os testes e me ajudaram com todos os processos, que são certificados e fundamentados em tecnologia, inovação e pureza de matérias-primas, obedecendo a um rigoroso critério de qualidade”, afirma Claudia.

No Brasil

Até o fim deste ano, 57 Institutos Senai de Tecnologia (IST), nas áreas de alimentos e bebidas, couro e calçados, energia, logística, meio ambiente, entre outros, estarão em operação em todo o país. As unidade estão localizadas em regiões de grande densidade industrial e alinham-se entre si, compartilhando competências, portfólio, laboratórios e especialistas para atender demandas de todo o Brasil.

Neste ano, por exemplo, estão em andamento estudos na área de Engenharia de Estruturas e Veículos Híbridos. São diversos cases de sucesso em projetos de inovação, que visam ao desenvolvimento, à comercialização de produtos e à geração de patentes.

Na área de Metrologia, foram gerados 20.261 relatórios/laudos, sendo que deste total 2.371 em Calibração, 798 em Certificações de Produtos e mais 17.092 relatórios para Ensaios.

Asim/Sistema Fiep

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