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Iniciativa é parceria entre Universidade Estadual de Londrina e a Universidade de Huddersfield (Inglaterra), que já tem jogos criados para diversos países. No Brasil o jogo se chamará Emílio. Projeto foi um dos 14 contemplados no edital da Unicef e receberá US$ 750 mil.

Emílio é um menino brasileiro que enfrenta situações difíceis por causa de sua vulnerabilidade social. É a história de milhares de crianças no País. A diferença é que Emílio é o personagem de um jogo, de mesmo nome, que deverá ser lançado dentro de aproximadamente seis meses, justamente com este objetivo: alertar e combater a violência contra a criança.

O jogo é resultado de uma parceria entre a UEL e a Universidade de Huddersfield (Inglaterra), de onde partiu a iniciativa. A instituição europeia já tem jogos criados para o próprio Reino Unido, Jamaica, Uganda, Índia, e mostrou interesse em estender o projeto, que tem apoio da Unicef (Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância) para o Brasil.

O professor Alex Eduardo Gallo, do Departamento de Psicologia Geral e Análise do Comportamento/CCB, coordenador do projeto de pesquisa local que envolve a criação de Emílio, explica que o primeiro contato da Universidade de Huddersfield com a UEL foi feito com a professora Milena Kanashiro, do Centro de Tecnologia e Urbanismo, que logo procurou o curso de Psicologia, no início do ano passado.

O projeto foi montado, apresentado ao Edital da Unicef, e foi um dos 14 contemplados. Por isso, receberá do fundo US$ 750 mil para sua execução.

Parceria

No Brasil, a parceria inclui a participação da Promundo, uma organização não-governamental, criada em 1997, que promove a equidade de gêneros e o fim da violência. A ONG é responsável pela validação cultural do jogo, voltado para um público de 14 a 18 anos. A validação inclui, por exemplo, a adequação da linguagem.

O jogo está sendo desenvolvido pela None in Three (Ni3), um centro de pesquisa da Universidade de Huddersfield dedicado ao estudo e prevenção da violência baseado em ferramentas educativas, como jogos, em iniciativas já reconhecidamente bem sucedidas. O nome (“Nenhuma em três”) nasceu da grave estatística de que uma em cada três meninas/mulheres do mundo estão sujeitas à violência física e sexual.

A UEL testará o jogo com 320 jovens da faixa etária pré-determinada. “O projeto vai avaliar os efeitos desse jogo na promoção de empatia e comportamentos pró-sociais que sejam preventivos de abuso e exploração sexual de crianças online”, conta o professor Alex Gallo.

AEN

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