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A proposta é viabilizar materiais didáticos acessíveis para o ensino de inglês para crianças. No primeiro momento, o estudo identificará quais secretarias de Educação ofertam a língua inglesa, seja por meio de projetos ou inserida no currículo, como lei.

Um projeto de pesquisa interinstitucional, coordenado pela UEL, vai mapear os municípios brasileiros que ofertam inglês ou outra língua adicional na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental – de 1º ao 5º ano. O levantamento de dados será feito com as secretarias municipais de Educação do Paraná, Espírito Santo, São Paulo, Goiás e Distrito Federal (DF). A proposta é viabilizar materiais didáticos acessíveis para o ensino de inglês para crianças.

Com apoio e financiamento do British Council, organização internacional do Reino Unido para relações culturais e oportunidades educacionais, o estudo é conduzido por cinco instituições públicas de Ensino Superior: Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Universidade Estadual de Goiás (UFG – Inhumas) e Universidade de Brasília (UnB). Professora Juliana Tonelli, do CCH, é coordenadora do projeto.

O projeto Mapeando iniciativas brasileiras de ensino de inglês no Ensino Fundamental I e o desenvolvimento de materiais acessíveis para o ensino emergencial online é coordenado pela professora da UEL, Juliana Reichert Assunção Tonelli, do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas, do Centro de Letras e Ciências Humanas (CCH). A pesquisa interinstitucional é desenvolvida com as professoras Sandra Gatollin (UFSCAR), Cláudia Jotto Kawachi-Furlan (UFES), Giuliana Castro Brossi (UEG), e Gladys Quevedo-Camargo (UnB), que há anos atuam em pesquisa e formação de professores para o ensino de inglês para crianças. O grupo envolve ainda estudantes da graduação e da pós-graduação das Universidades que integram o projeto.

No primeiro momento, o estudo identificará quais secretarias de Educação, dos quatros estados e do DF, ofertam a língua inglesa, seja por meio de projetos ou inserida no currículo, como lei. Para isso, foi elaborado questionário com 25 questões e enviado para representantes das secretarias, com o objetivo de conhecer a realidade desses municípios. O grupo aguarda o retorno das respostas para iniciar a tabulação dos dados.

A etapa final do projeto será o desenvolvimento de materiais didáticos gamificados que possam atender, em caráter temporário, necessidades imediatas, como no caso de pandemias ou em regiões de difícil acesso. Esses materiais serão veiculados via WhatsApp, ou em outros canais disponíveis, para as crianças e as famílias excluídas por falta de acessibilidade.

Formato

Segundo Juliana Tonelli, a decisão pela escolha desse formato de conteúdo é devido a maioria das pessoas utilizarem a ferramenta, além de ser uma forma de democratizar o acesso. A professora conta que essa forma de envio de conteúdo tem sido utilizada desde o início da pandemia da Covid-19 e, em conversas com as secretarias municipais, foi considerada a saída para diminuir desigualdades. “Há uma disparidade muito grande entre as crianças que frequentam as escolas municipais. As famílias não têm acesso às plataformas digitais, como Zoom ou Google Classroom. Para que não houvesse exclusão das que não têm acesso, foi decidido, em alguns municípios que ofertam a língua, utilizar o WhatsApp, um aplicativo que as pessoas mais utilizam e têm acesso”, diz.

Para Juliana, o mapeamento dos municípios que ofertam alguma língua adicional para crianças pequenas e o desenvolvimento de materiais didáticos acessíveis para o ensino de inglês visam contribuir para a melhor compreensão desse contexto de ensino-avaliação-aprendizagem e, de forma mais ampla, com estudantes das escolas públicas que continuam excluídos da possibilidade de aprender a língua. Ela também considera o projeto mais uma forma de retribuição do Ensino Superior para o Ensino Infantil.

AEN

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