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Em reportagem, Leila Sterenberg destacou que "real e virtual se misturam, um alimenta o outro, eu e você, que somos feitos de átomos, passamos a existir também em bits."

Paiva Netto

Prosseguindo com o tema "avanço tecnológico e a nossa sobrevivência no futuro", trago, conforme aqui prometido, aspecto abordado no programa Espaço Aberto – Ciência & Tecnologia", da Globonews, apresentado pelos jornalistas Luiz Fernando Silva Pinto e Leila Sterenberg.

ÁTOMOS X BITS

Na reportagem, Leila Sterenberg destacou que "a única certeza que se tem em relação ao futuro é que é em direção a ele que a gente vai, mas, pelo rumo que a vida no planeta vem tomando, o chamado mundo virtual se impõe cada vez mais. Real e virtual se misturam, um alimenta o outro, eu e você que somos feitos de átomos passamos a existir também em bits". O que gerou um curioso e oportuno comentário de Fábio Gandour, cientista-chefe da IBM Brasil: "Daqui para a frente, o que for permitido substituir de átomos para bits será substituído, e é bom que seja. Porque — o que está acontecendo? — a população no planeta está aumentando, o número de átomos no planeta é finito, por incrível que pareça, finito e calculável, na grande potência de 10. A população está aumentando, e nosso consumo em átomos, em materiais, está cada vez maior. O corolário desse teorema, se a gente continuar consumindo dessa forma, crescente, numa população que também é crescente, eu sei que vai parecer pouco normal o que vou dizer, mas vou dizer mesmo assim: vai faltar átomo para os habitantes do planeta. Então, é melhor que a gente substitua alguns átomos por bits, porque pelo menos assim a gente garante um estoque de átomos para as gerações que estão por vir. O futuro só será uma maravilha se nós, no presente, tomarmos algumas providências para que esse futuro de fato seja melhor. Cabe ao telespectador pensar nisso e ver o que ele precisa fazer, planejar e transmitir, principalmente aos mais jovens, para que a gente tenha um futuro melhor ".

O programa foi finalizado com este pensamento de Arthur Clarke (1917-2008), escritor, cientista e visionário, que considerava o presente a maior inspiração para o futuro: "Comunicação e tecnologia são necessárias, mas não bastam para que nós, humanos, nos relacionemos bem. É por isso que ainda há muitos conflitos no mundo. A tecnologia nos ajuda a reunir e difundir informações, mas ainda precisamos de qualidades como tolerância e compaixão para alcançar um entendimento entre povos e nações".

Trata-se de grande verdade que urge vivenciarmos. O Novo Mandamento de Jesus – "Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos " – singulariza o Amor que torna a criatura capaz de doar-se em prol do seu semelhante. É indispensável fator de equilíbrio. Ora, o progresso é necessário, mas a preservação da vida no planeta é o mínimo de bom senso que se espera de todos. Eis a revolução que falta acontecer.

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br www.boavontade.com

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