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Os seres humanos seguem adquirindo conhecimento e domínio de segredos da natureza. Espero que a histórica primeira célula artificial, recentemente anunciada, seja para o benefício da coletividade. Acompanharei com atenção o desenrolar dessa conquista.

AMOR, ÉTICA E ESPERANÇA — FUNDAMENTOS PARA A VIDA CIVILIZADA

Conforme aqui prometido, apresento um trecho da entrevista que concedi ao escritor e produtor de TV Alcione Giacomitti no início de 2000. Consta de sua obra "Os Pilares da Sabedoria de um Novo Mundo", da Editora Elevação. Na época, a grande descoberta científica era o mapeamento completo do genoma humano. A certa altura de nosso diálogo, ao me indagar sobreaté que ponto essa tecnologia moderna tem realmente beneficiado a Humanidade como um todo, assim me posicionei:

Houve um desenvolvimento material estupendo depois da Primeira Grande Guerra. Mas o correspondente no campo do sentimento e da moral não tem ocorrido conforme deveria. Fortaleceu-se, portanto, esse desequilíbrio. (...) Pela insistência na busca do progresso que menospreza o sentido da Espiritualidade, que é a relação íntima das almas com seu Criador Supremo (entendido como Amor), o Ser Humano condena-se à desumanidade duradoura, precipitando milhões e milhões de pessoas na mais extrema miséria. (...) É nesse contexto, de adiantamento espiritual e expansão material, que consiste a chave para o crescimento tecnológico com qualidade de vida. (…) Sempre há uma saída, a curto, médio ou longo prazo. Numa de minhas crônicas (para a antiga revista "Manchete"), "Genoma, Ética e Fraternidade", afirmei: Nunca, como agora, se torna tão necessária a prática de tudo o que se resume na expressão Fraternidade. A tecnologia supera as barreiras. (...) O genoma humano mapeado, com sua sequência descoberta pela primeira vez na História, descortina horizontes extraordinários, ao mesmo tempo que origina uma série de questões éticas que aguardam solução urgente. (...) É indispensável, pois, que decifremos, para adequadamente o aplicar, o Genoma de Deus, a razão de tudo: o Amor, que nos vem sustentando, motivo pelo qual ainda subsistimos aqui... na Terra. Embora a duras penas, temos preferido sobreviver. É preciso haver equilíbrio entre o avanço tecnológico-material e o ético-espiritual. Enquanto isso não ocorrer, o perigo permanece, como espada de Dâmocles sobre as nossas cabeças, traduzida neste paradoxo: era contemporânea e retorno social à Idade Média. Falta alguma coisa à tecnologia (globalizante)? Sim: coração e mente iluminados (a mundialização da Solidariedade), de forma que, entre outras coisas, a internet seja um poderoso caminho da Paz, e não o sistema nervoso alterado da sociedade tecnológica.

Vale a pena refletirmos a respeito.

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br www.boavontade.com

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