Digite pelo menos 3 caracteres para uma busca eficiente.
Educando na Fé 05/01/2022  07h42

Libertador liberto

É nosso empenho, na Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, apresentar um Jesus dessectarizado, sem arestas, para que Ele possa surgir em toda a Sua Divina Grandeza com poder e autoridade, a toda e qualquer consciência do mundo. Grafei este conceito da dessectarização do Cristo, durante uma entrevista que concedi, em 1989, ao produtor de documentários da TV polonesa, à época vice-presidente da Associação Universal de Esperanto, jornalista Roman Dobrzyński, que esteve no Brasil para participar da inauguração do Templo da Boa Vontade. Na ocasião, Roman, ao analisar a missão do TBV, que eu inauguraria em 21 de outubro daquele ano em Brasília/DF, perguntou-me como podia pregar o Ecumenismo Irrestrito falando em Jesus. Resumindo o que há décadas tenho pregado sobre assunto tão fundamental da doutrina da Religião do Terceiro Milênio, respondi-lhe, conforme tantas vezes expusera meu pensamento acerca deste tópico, que uma das grandes tarefas da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo é dessectarizá-Lo, pois Jesus é o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, e concluí: o Provedor Celeste não é um rancoroso exclusivista. Ele é um Ideal Sublime de Humanidade, Amor, Solidariedade, Justiça e Compaixão para todos os seres espirituais e humanos.

Numa das minhas palestras pelo rádio, dezesseis anos após a entrevista à TV polonesa, mais precisamente em 5 de novembro de 2005, durante a Cruzada do Novo Mandamento de Jesus no Lar, que é uma série de programas dedicados a integração das famílias nas Leis de Deus, reforcei o meu pensamento sobre a universalidade da figura do Professor Celeste:

É imprescindível a compreensão de que Jesus não é monopólio de qualquer crença, por mais notável ou elevada que seja. Ele é o Libertador Divino. Compreendido livre do vezo da intransigência, deixa de ser visto como “uma peça” — forma pela qual os escravos eram cruelmente rotulados e tratados.

Libertador sob algemas?!

Desse modo, de mãos atadas, Jesus jamais poderia libertar alguém. Porquanto, não é o Mestre que pertence a nós — argumentação que desastrosamente tem levado a muitos conflitos lastimáveis, na luta por Sua propriedade. Pelo contrário, nós é que pertencemos a Ele. (...) É urgente, pois, instruir-se, educar-se, reeducar-se, para devidamente instruir, educar e reeducar em Deus, no Cristo e no Espírito Santo. É a Cruzada de Reeducação Geral da Religião Divina em marcha.

Urge destacar essa qualidade do Taumaturgo Celeste, não obstante a redundância: um Libertador libertário que está realmente liberto. Ele vive acima de nossas medidas de espaço-tempo, que constringem o raciocínio, apequenam a filosofia e a lógica, pois submetem nossos métodos de análise aos parcos sentidos humanos. Apesar de saber que nem a Terra nem mesmo o Sol são o centro do Universo, o ser humano, em número apreciável, continua acreditando constituir o fulcro universal de todo o saber. Essa mentalidade geocêntrica, ou antropocêntrica, ou ambas, geoantropocêntrica, dificulta a dessectarização dos assuntos em debate.

Estamos longe de ser o núcleo do Cosmos. É preciso que a consciência também se livre desses conceitos que a Astronomia já derrubou, mas que ainda estão incrustados, de maneira oculta, na perspectiva humana de pensar. O raciocínio de Joracy Camargo (1898-1973), renomado jornalista, cronista e teatrólogo brasileiro, contribui com esta reflexão ao afirmar que: “A função do sábio não é condenar, mas investigar e explicar. O que mais o caracteriza é o espírito de tolerância”.

A Palavra de Deus não é cativeiro mental

Assim ocorre com a Palavra de Deus. Ela não pode ser interpretada como se fosse um cativeiro mental e, sobretudo, espiritual. Sua contundente letra, examinada pelo prisma do livre-arbítrio com que o Pai Celeste nos oferece condições de pensar e agir com responsabilidade, rompe correntes da ignorância espiritual. Ademais, nunca nos esqueçamos de que “Deus é Amor” (Primeira Epístola de João, 4:8), razão pela qual Sua Mensagem não pode ser discernida pelo diapasão do ódio. Um primeiro e acertado passo para tal postura é dessectarizar Jesus.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor - paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

#JornalUnião

Comentários:

Seja o primeiro a comentar!


Deixe seu comentário:

Aceita receber as novidades do Jornal União em seu e-mail?
* todos os campos são obrigatórios

Utilizamos cookies e coletamos dados de navegação para fornecer uma melhor experiência para nossos usuários. Para saber mais os dados que coletamos, consulte nossa política de privacidade. Ao continuar navegando no site, você concorda integralmente com os termos desta política.