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Educando na Fé 11/03/2009  08h57

Status da Mulher

Há muito que aprender com o próximo

Entre os dias 2 e 13 de março do corrente, representantes dos países membros e de entidades das Nações Unidas e de Organizações Não-Governamentais ligadas ao Conselho Econômico e Social (Ecosoc) reúnem-se em Nova York para a 53ª sessão da Comissão sobre o Status da Mulher. Em pauta, a divisão igualitária de responsabilidades entre mulheres e homens, incluindo cuidados no contexto do HIV/aids.

Em 1999, a Legião da Boa Vontade tornou-se a primeira organização civil brasileira a conquistar, na ONU, onde atua como associada desde 1994, o status máximo (consultivo geral) no Ecosoc. Além de se fazer presente com sua equipe dos Estados Unidos, ela apresentará às autoridades e delegações internacionais, em vários idiomas, a revista "Boa Vontade Mulher", que traz trechos de minha página "O Milênio das Mulheres", da qual já lhes dei a conhecer algumas partes. Constante da obra "O Capital de Deus", Editora Elevação, trata-se de justa homenagem à Mulher, pois dela muito depende o futuro dos povos. A seguir, extratos do citado documento:

A Mulher, o lado mais formoso da Humanidade, singulariza o alicerce de todas as grandes realizações. Aquilo que fisicamente nos constitui é gerado em seu ventre (...). Componentes do gênero feminino se traduzem em elemento preponderante à sobrevivência das boas causas. Organizações estáveis contam com mulheres estáveis (...). O meu fito é ressaltar quanto é primacial para a evolução humana e a segurança planetária a missão da Mulher (...).

Nossos primeiros passos no desenvolvimento da cidadania são por ela guiados, ao nos conduzir pelas mãos. A estabilidade do mundo começa no coração da criança. Por isso, na LBV aplicamos, há tantos anos, a Pedagogia do Afeto aos pequeninos de até 10 anos de idade, fundamentada nos valores oriundos do Amor Fraterno, trazidos à Terra por diversos luminares, destacadamente Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista. Uma proposta educacional formada também pela Pedagogia do Cidadão Ecumênico, que prioriza os adolescentes e os adultos, levando todos à vivência plena da Cidadania Ecumênica.

Há muito que aprender com o próximo

Em "Globalização do Amor Fraterno", mensagem endereçada à ONU, em 2007, ponderei: Nunca como agora se fez tão indispensável unir os esforços de ambientalistas e seus detratores, como também de trabalhadores, empresários, economistas, o pessoal da mídia, sindicalistas, políticos, militares, advogados, cientistas, religiosos, céticos, ateus, filósofos, sociólogos, antropólogos, artistas, esportistas, professores, médicos, estudantes, donas de casa, chefes de família, barbeiros, manicures, taxistas, varredores de rua e demais segmentos da sociedade, na luta contra a fome e pela conservação da vida no Planeta. O assunto tornou-se dramático, e suas perspectivas, trágicas. Pelos mesmos motivos, urge o fortalecimento de um ecumenismo que supere barreiras, aplaque ódios, promova a troca de experiências que instiguem a criatividade global, corroborando o valor da cooperação sócio-humanitária das parcerias, como, por exemplo, nas cooperativas populares em que as mulheres têm forte desempenho, destacado o fato de que são frontalmente contra o desperdício. Há muito que aprender uns com os outros. O roteiro diverso comprovadamente é o da violência, da brutalidade, das guerras, que invadiram os lares em todo o orbe. Resumindo: cada vez que suplantarmos arrogância e preconceito, existirá sempre o que absorver de justo e bom de todos os componentes desta ampla "Arca de Noé", que é o mundo globalizado de hoje.

A escritora e filósofa francesa Simone de Beauvoir (1908-1986) foi feliz ao concluir: "Não há uma polegada no meu caminho que não passe pelo caminho do outro". (...)

O milagre das donas de casa

Não há melhor financista do que a mãe de família, a dona de casa, que tem de cuidar do seu muitas vezes minúsculo orçamento, realizando verdadeiros milagres, dos quais somos todos testemunhas, desde o mais influente ministro da Fazenda ao cidadão mais simples. Sobretudo no campo da Economia, que não pode ser pega no grave crime de esquecer o espírito de Solidariedade, a ação da Mulher é basilar.

Mohammad Ali Jinnah (1876-1948), jurista e político, fundador do Paquistão, em discurso que fez em 1944 na Muslim University Union, salientou: "Nenhuma nação poderá surgir à altura de sua glória, a menos que as mulheres estejam lado a lado com os governos".

José de Paiva Netto é Jornalista, radialista e escritor - paivanetto@uol.com.br

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