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Nesta sexta-feira, às 20 horas, o Festival LondriNatal – uma realização da ACIL em parceria com o Sincoval e a Codel - vai encher de sentimento o coração da cidade, em um espaço público onde já aconteceu de tudo e que ajuda a explicar o que é ser londrinense.

Sobem ao palco o Coral Ecoar, o Grupo Chorus e a Orquestra Londrinense de Viola Caipira, um refinado programa artístico com forte apelo popular. A plateia poderá descobrir in loco a riqueza da música vocal e instrumental, manifestações que revelam a força da cultura popular e do trabalho em equipe.

“A gente tem muito carinho pela Concha Acústica. Já fizemos algumas apresentações e todas as vezes lotou. O pessoal do prédio desce em peso”, lembra o maestro Edson Murari Lima, 43 anos de idade e 37 de música. “Tenho certeza que desta vez não será diferente”.

Lima vai comandar a apresentação de cerca de uma hora que encerra a noite . No palco estarão 25 violeiros, que darão um toque solene aos clássicos que estão no coração do povo do interior: “Chico Mineiro”, “Pagode em Brasília”, “Menino da Porteira”, entre outras.

“Nossa música funciona como elo das pessoas com os sentimentos da infância e da juventude que, às vezes, se perdem na rotina da vida. A gente resgata uma sensação de família reunida, de ambiente leve e simples como uma roda de viola”, explica o maestro.

Quinteto afinado

Antes da Orquestra de Viola, a plateia terá oportunidade de se emocionar com outras nuances da cultura popular. A aguardada apresentação do Grupo Chorus, quinteto de performances vocais coordenado pela pianista e arranjadora Tânia Silveira, promete encantar a praça e aumentar o número de fãs.

O espetáculo traz um grupo maduro, orgulhoso dos seus 25 anos de estrada,  que inclui tours internacionais com paradas na Argentina, no Chile, na Colômbia, na Venezuela, no Uruguai, com esticadas até a Áustria, a China, o Principado de Mônaco e a França.

A formação é a mesma que arrancou aplausos calorosos nos festivais gringos: Tânia Silveira (piano e direção musical), Miriam Hosokawa (soprano), Jerusa Leal (mezzo-soprano), Tiago Fuganti (tenor), Tiago Chad (tenor) e Vinícius Batista (baixo-barítono).

“É sempre uma alegria redobrada poder levar nosso tipo de música para o grande público”, explica Tânia. Ela adianta que o clima de Natal vai ter destaque no repertório, mas que não faltarão os números que fizeram o Chorus ser respeitado mundo afora: as músicas italianas, as canções dos musicais da Brodway, as composições de Vinicius de Moraes e outras pérolas da MPB.

A soprano Miriam explica que o grupo tem se dedicado ao aprimoramento de outro aspecto que agrada muito os fãs, as coreografias. “A gente acredita que nós conseguimos envolver mais ainda a plateia com os passos”.

Ecoando na Concha

Miriam, aliás, está duplamente ansiosa para o espetáculo na Concha.  Isso porque ela é a responsável pela preparação do Coral Ecoar, um misto de projeto artístico e social desenvolvido pelo Centro Social Dom Bosco, no Jardim Campos Verdes, em Cambé.

O coral, formado por 20 crianças de 8 a 12 anos, abre a programação da noite, a partir das 20 horas.

O grupo tem apenas duas apresentações no currículo e aparenta, segundo Miriam, uma ansiedade incomum nestas últimas semanas. A criançada vai apresentar um repertório de canções infantis e folclóricas, algumas em línguas estrangeiras.

“Não podemos dimensionar o que significa uma apresentação como esta para uma criança que sai de um ambiente tão carente para se dirigir a um mundo desconhecido e fascinante. Com certeza, é o melhor exercício para melhorar a autoestima que eles podiam ter”, conta Miriam, que lembra a importância da atividade para o entendimento do valor da disciplina e do trabalho em equipe.

ACIL

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