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O atleta paralímpico João Saci fala sobre os benefícios da atividade física para o corpo e a mente e como a prática desportiva teve um papel fundamental na sua luta contra o câncer.

A prática desportiva tem comprovados benefícios para a saúde. Há extensa literatura médica sobre o tema que tem merecido a atenção desde os tempos remotos e em especial da Grécia Antiga, de onde surgiu o ideal olímpico que inspirou o Barão de Coubertin a criar a máxima: “corpo são mente sã”.

O atleta paralímpico João Saci é prova viva da importância da atividade física não apenas para o corpo, mas para a mente. Depois de ter vencido cinco vezes o câncer ao longo de 15 anos, o atleta aponta como a prática desportiva foi fundamental para sua cura: “sabemos que além dos hormônios bons que a atividade física libera e de colaborar com o pleno funcionamento de todo o organismo, a motivação e o bem estar mental promovido pelos exercícios físicos foi um fator importante no meu processo de cura. Encontrei parte da força que eu precisava para vencer o câncer no desporto, como coadjuvante no meu tratamento médico.”

Sempre em movimento na luta contra o câncer

No passado, acreditava-se que pacientes em tratamento de doenças crônicas como câncer deviam manter-se em repouso e reduzir suas atividades físicas. Hoje em dia, especialistas apontam que só precisam seguir essas orientações se o movimento provoca dor, aumento da frequência cardíaca ou falta de ar. Recentes pesquisas realizadas pelo Instituto Oncoguia demonstram que a prática de exercícios não só é segura e possível durante o tratamento do câncer, como também pode melhorar a disposição, o corpo e também a qualidade de vida do paciente: “Embora haja muitas razões para ser fisicamente ativo durante o tratamento do câncer, o programa deve ser baseado no que é seguro, eficaz e agradável para cada paciente. O programa deve levar em conta os programas anteriores de exercícios que o paciente já costumava seguir antes da doença e também seus novos limites. Portanto, o programa de exercícios deve ser adaptado aos seus interesses e necessidades”, aponta o Instituto.

Fadiga e câncer

João Saci aponta que existem muitas limitações no que tange à atividade física quando se trata de pacientes com câncer: “Assim como eu vivi isso, a maioria dos pacientes com câncer percebe que tem muito menos energia do que antes. Durante o tratamento, cerca de 70% dos pacientes apresentam fadiga. Esse tipo de cansaço do corpo e do cérebro não melhora com o repouso. Para muitos, a fadiga é intensa e limita suas atividades e a inatividade leva à perda de massa muscular e perda de função. Um programa de exercícios leves e moderados pode ajudar a promover bem estar, podendo inclusive ser prescrito por médicos como tratamento para fadiga em pacientes com câncer.”

MF Press Global

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