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Esportes 03/09/2021  13h52

De favoritos à frustração, atletas brasileiros que eram promessa, mas perderam nas Olímpiadas

A delegação brasileira chegou em Tóquio com fortes candidatos a medalha, mas nem todos corresponderam às expectativas

Cinco anos após os jogos do Rio, onde o Brasil fez a sua melhor participação na história das Olimpíadas com 19 medalhas conquistadas, nossos 302 atletas chegaram em Tóquio com muita expectativa de bater o recorde conquistado em solo carioca.

Com a 12ª maior delegação entre as 206 participantes, os brasileiros depositaram muita esperança em esportes já tradicionais como o vôlei de praia e a ginástica, mas também em modalidades que estrearam nesta edição, casos do skate e do surfe, em que o Brasil possui competidores na primeira prateleira do mundo.

Apesar de todo o favoritismo, as competições envolvem os maiores atletas da atualidade e algumas dessas apostas já deixaram a capital japonesa sem trazer nas malas as tão sonhadas medalhas. Veja alguns exemplos:

Volêi de praia

A modalidade que faz parte do programa olímpico desde 1996, quando os jogos aconteceram em Atlanta (EUA), tem o Brasil como maior medalhista, com 13 no total – 3 ouros, 7 pratas e 3 bronzes. No entanto, das quatro duplas brasileiras que foram a Tóquio, três já estão eliminadas. Entre as mulheres, é a primeira vez que não teremos representantes nas semifinais.

Ágatha e Duda eram a principal esperança de triunfo. As atletas, que são parceiras desde 2017, chegaram na competição como líderes do ranking mundial e favoritas ao topo do pódio. Na fase classificatória, foram duas vitórias e uma derrota, o que lhes rendeu a segunda posição no grupo C.

Infelizmente, o adeus veio na primeira partida eliminatória, pelas oitavas de final. As brasileiras amargaram uma derrota por dois sets a um para as alemãs Laura Ludwig e Margareta Kozuch no dia em que a sergipana Duda completou 23 anos. Um presente pra lá de indigesto.

Esportes extremos

Com a entrada do skate e do surfe nas Olimpíadas, as chances do Brasil superar as 19 medalhas conquistadas no Rio de Janeiro aumentaram significativamente. Três delas vieram: Ítalo Ferreira subiu no topo do pódio no surfe. No skate street, Kelvin Hoefler e a fadinha Rayssa Leal, de apenas 13 anos, ficaram com a prata. Apesar disso, ficou a sensação de que nossos atletas poderiam ter conquistado mais.

O surfista Gabriel Medina, bicampeão mundial do circuito (2014 e 2018) e atual líder da temporada 2021, chegou no Japão como principal favorito ao ouro. Nas Olimpíadas, ele vinha fazendo uma campanha impecável até encontrar Kanoa Igarachi nas semifinais.

Em uma decisão extremamente contestada pela torcida brasileira e até por alguns especialistas, Medina ficou pelo caminho após derrota apertada – 17.00 a 16.76 para o californiano naturalizado japonês, que veio a ser derrotado por Ítalo na final. Na disputa pela medalha de bronze, derrota para o australiano Owen Wright.

No skate street feminino a expectativa era de colorir o pódio inteiro em verde e amarelo, algo que seria inédito para o esporte brasileiro. O feito, além de histórico, parecia palpável, visto que temos hoje Pâmela Rosa e Rayssa Leal respectivamente nas duas primeiras posições do ranking mundial. Letícia Bufoni é a quarta.

Infelizmente, na pista, só a menina de 13 anos subiu no pódio, tornando-se a sétima mais jovem medalhista da história dos jogos. Já Letícia e Pâmela não conseguiram carimbar a sua vaga para a final. Bufoni terminou a competição na nona posição e a líder do ranking, que competiu com uma lesão no tornozelo, ficou na posição seguinte.

Ginástica Artística

O esporte que há anos encanta e já rendeu algumas medalhas para o Brasil também pousou em solo japonês com muitas chances de medalha. Em Tóquio, Rebeca Andrade correspondeu às expectativas e vai voltar para casa com duas medalhas. A atleta de 22 anos conquistou o ouro no salto e a prata no individual geral, tornando-se a primeira brasileira a subir duas vezes no pódio em uma mesma edição olímpica.

Já os homens, que terminaram a participação em 2016 com três pódios, não conseguiram repetir os triunfos. Arthur Zanetti chegou no Japão com a missão de conquistar a sua terceira medalha olímpica consecutiva nas argolas, algo que nunca ocorreu na história do esporte. Entretanto, na final, o paulista errou o movimento na saída do aparelho, caiu e ficou em oitavo lugar.

Arthur Nory, bronze nas Olimpíadas do Rio, terminou a sua participação sem disputar as finais do solo e da barra fixa, aparelho que lhe rendeu o título mundial em 2019. 

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