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Em Brasília para disputar os JUBs, mulheres conciliam vida de atleta com trabalho, estudo e família

A história da vida da paraibana Jéssika Souza tem o esporte desde o primeiro capítulo. Ela começou a praticar futsal quando ainda era criança e não consegue nem pensar em parar. “Eu brinco que já nasci com esse esporte no meu coração, porque eu amo jogar bola”, derrete-se a atleta.

Os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) 2021 marcam a oitava participação de Jéssika em torneios universitários. O único que ela não participou foi em 2018, quando estava grávida da Mariana. “Mas em 2019 eu fui, tá?! Ela estava com 8 meses e ficou com minha mãe e meu esposo”, lembra Jéssika.

Mas conciliar a vida de mãe com a de atleta universitária não é fácil. Ainda mais para Jéssika que, aos 27 anos, tem na Fisioterapia sua segunda graduação. Ela é formada em Educação Física e trabalha na área. “A gente tem que dividir nossas 24 horas bem direitinho pra poder dar atenção para minha filha e aliar tarefas de trabalho de estudo. Por várias vezes eu entrei madrugada adentro para conseguir fazer tudo o que eu tinha que fazer no dia”, conta.

A história esportista, porém, vai continuar na família. Jéssika pretende passar para a filha a necessidade da prática esportiva. Para isso, vai contar com a ajuda de Diego Gouveia, marido de Jéssika, que também já disputou os JUBs. “O esporte transforma nossas vidas e, independente do esporte que ela se identificar, eu vou dar todo o apoio e vou mostrar pra ela que estudos e esporte são igualmente importantes. Eles têm que andar juntos”, assevera.

Responsável pelos JUBs, a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) incentiva que a mulher continue praticando esporte após a gravidez. “Normalmente, a mulher encontra mais dificuldade de continuar na prática esportiva, porque ela acumula as funções de mãe e de dona de casa. Então, para ela fazer uma terceira função, de atleta ou de estudar, ela tem que se sacrificar. O lado bom é que a criança é criada em ambiente esportivo e, automaticamente, ela incorpora o meio esportivo à vida”, opina Lilian Rodrigues, vice-Presidente Regional Norte da CBDU.

Asimp/CBDU

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