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Fala Sério! 14/04/2010  11h05

Bom dia!

Como é bom o amanhecer ao se ouvir isso!

Não faz muito tempo era comum as pessoas se encontrarem na rua e se desejarem bom dia. Mas isso já faz parte das boas lembranças que teve há poucos dias sua comemoração, como também nesta terça-feira, foi o Dia do Beijo!

Hum... Como é gostoso um beijo dado com carinho, não? Mas sem querer estragar o romantismo, é bom lembrar que os mesmos lábios que disseram bom dia, depois beijaram com carinho pela manhã, podem ter dito ofensas a tarde e se calado a noite, únicos donos da verdade e da perfeição.

E quem sabe vão ficar calados também amanhã de manhã e nem sequer vai haver o bom dia.

Que coisa não?

E isto, nos faz lembrar uma pequena história contada há tempos por alguém bem mais velho, que queria nos mostrar a importância de ser um bom dia, sempre.

Um cidadão ainda não tão velho para ser velho e nem tão jovem para ser jovem, saíra de casa em total estado de frustração e depressão.

A primeira pessoa que encontrou na rua foi um menino de cerca de oito anos que lhe disse “Bom dia senhor!”.

Bom dia pensou ele. É que ele é ainda muito criança para saber que os bons dias não nascem para todos. E ainda me chama de senhor!

Mais algumas quadras e cruza seu caminho um homem mais ou menos da mesma idade que lhe diz um “Bom dia amigo!”. Ele pára, olha, de novo nada responde, mas pensa. Que bom dia o que, e que amigo o que! Vá se danar com sua vida tranqüila, porque a minha já encheu e quero que se dane!

Mais adiante ao cruzar a praça de sempre no seu caminho, um velho de passos lentos e compassados lhe fez ouvir “Bom dia rapaz!”

Foi hora de parar, sentar para pensar.

Um menino o chamara de senhor, sinal de que ainda merecia respeito. Um homem de sua idade o chamara de amigo, o que poderia ser se quisesse. E o velho? O chamara de rapaz, sinal de que ainda não era tão velho quanto pensava!

Ora... Por que então não esquecer os lábios mudos da noite, das ofensas da tarde, se amanhã, poderá encontrar outros que lhe digam “Bom dia!” e lhe dêem um beijo de carinho!

Ora, bolas!

Bom dia, vida!

Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

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