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Por exemplo, alguém pode me dizer quem inventou a tal de roupa do banho. Levantar de manhã, tomar banho, fazer a barba, escovar os dentes, tomar café... Ou acordar, tomar café, escovar os dentes, tomar banho... Sempre na mesma ordem ou variando dia sim dia não. Banho quente ou frio? Morno talvez. Rápido o demorado?

E daí, escolher a cor da calcinha ou cueca, camisa ou blusa, calça ou vestido, sutiã, meias ou sapatos, sandália. Poxa!  Que mão de obra! E a gente nem nota estes dilemas diários. E na maioria das vezes ainda escolhemos o errado. Bem que podíamos ter a opção natural de ficar pelados. Assim pelo menos teríamos mais tempo para o café, ler o jornal, bater papo em casa. Mas alguém lá no passado distante inventou a tal de roupa? Mas então, porque na praia as mulheres podem ficar de biquíni, mas não podem andar de calcinha e sutiã por aí? Os homens a beira mar ficam de sunga, mas não podem andar de cueca por aí! Qual a diferença?

De repente um maluco qualquer anuncia o fim do mundo e todo mundo começa a se preocupar. Alguns mais, querendo fazer tudo que não fizeram durante suas vidas. Outros menos, fazendo dividas acreditando que acabando o mundo não será preciso pagá-las.

Os primeiros, passado o esperado e não chegado fim dirão depois, e agora? E os últimos, que se danem.

Existem também os radicais. Em tudo. Aqueles que se aplicam o antigo ditado de que tanto faz calça rasgada ou bunda de fora. Basta aplicar a lei da sobrevivência. E como a calça rasgada vai incomodar, então é melhor mesmo a segunda opção. Todo vai criticar porque está aparecendo um pedaço da bunda pelo buraco da calça. Mas ninguém vai dizer nada se estiver toda descoberta. Porque não tem o buraco rasgado a atrapalhar o resto, deixando a visão mais complicada. O rasgo na calça é antiestético, feio, relaxado. Mas a bunda de fora não.

Então me diga quem foi que inventou a tal de roupa que pode definir caráter, lisura, honestidade, confiabilidade nas pessoas?

E não me venham com xurumelas!

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior.  Contatos, ajrs010@gmail.com

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