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Mas como está tudo bem, tudo certo? Quando se afirma que assim está, na maioria das vezes não se tem tanta certeza assim, tanto que de cada dez, oito situações são colocadas em dúvida depois, se estava realmente tudo bem, tudo certo. E é aí que se fica com aquela cara de anjo de asa quebrada.

Nós, como todos os seres humanos temos a prepotência da infalibilidade, sempre julgando que estamos fazendo tudo certo, e por acharmos que tudo se resume em ficar tudo bem, não vemos ou fazemos de conta que não notamos pequenos erros no caminho do tudo certo. O mais incrível, entretanto é que, quando somos atingidos por esses pequenos somados em um erro maior, não temos a coragem de assumi-los, fazemos de conta de que não existiam e não será agora que irão ser considerados. Mesmo que nos causem algum temor como o rapaz que casou com uma moça e dez anos depois notou que a pequena e charmosa verruga que ela tinha naquele tempo, crescera e transformara-se em grande e bem na ponta do nariz. Seria ela uma bruxa que só agora estaria deixando aparecer seus defeitos?

Fácil também ao ser humano quando diz que está tudo bem, está tudo certo, creditar no futuro e com decepção a terceiros, o nem tudo bem e muito menos tudo certo. É que então vai aflorar com toda força a desconfiança que sempre temos nos outros. Mas será que este seria capaz de colocar a mão no fogo, pelo menos por si? É claro que a queimaria, partindo-se do principio de que também se descuidaria na vontade do tudo bem tudo certo, cometendo quase que imperceptíveis erros. Mas, e daí?

Bem. Daí que só posso chegar a uma única conclusão. Não quero fazer tudo certo e ouvir ou dizer que está todo bem. Vou preferir mesmo continuar cometendo erros claros, de médios para baixo de preferência. E querem saber por quê? Por que assim ainda vou poder corrigi-los no tempo e na hora certos. Não terei desatenção com aquela charmosa e pequena verruga que pode me assustar no futuro, e nem terei a pretensiosa infalibilidade dos tolos na descoberta dos erros.  

Sinceramente, espero jamais cometer o erro de não errar, ou pelo menos, acreditar que está tudo bem, tudo certo. Simplesmente pelo motivo, que quero continuar e ser normal.

E então? Vai um errinho aí? Faz bem, e nos ensina a não cometê-lo mais!

E a partir desta semana, temos como novos parceiros, Jornal Gross News de Viamão-RS www.grossnews.com.br, Jornal Noticia Real de Wenceslau Braz-PR www.jornalnr.com.br, Barra do Bugres News de Barra do Bugres-MT www.barranews.com.br, e Gazeta do Estado de Caldas Novas-GO  www.gazetadoestado.com.br. A todos um grande abraço!

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de oitenta jornais impressos e eletrônicos no Brasil e Exterior.

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