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O meu presente de Natal, recebi na porta de uma dos maiores hospitais de Porto Alegre, e no brilho de uma vida.

Parado no Hall de entrada, chegava uma menininha de cerca de cinco anos, sentada em uma cadeira de rodas infantil e pelo capricho dos pais, toda cor de rosa.

No caminho falava alto com a mãe, dizia que estava louca de saudades da doutora, que era para a mãe andar mais depressa. Olhava também para as pessoas, distribuía beijos e abanos. Jogava beijos com a palma da mão. E fiquei admirando aquele anjo de alegria. Não precisei perguntar se seu destino seria a vida em um equipamento daqueles. Quem sabe não.

Em outro dia, senti a presença de quem julgava ter esquecido e sido esquecido. Mas não. Buscara na vontade de viver o sopro preciso para alcançar o topo da árvore de Natal e lá de cima, fazer a alegria da família.

As cores e brilho de suas luzes ainda são fortes, e deixam os caminhos da esperança abertos para quem acredita que se pode se quiser ser feliz.

Assim como vi de novo o brilho de minha estrela favorita no topo da árvore de minha vida, ao passar por mim, a menina do hospital me jogou um beijo e disse um alegre “Oi vovô!”

Da palma de sua mão viajaram grãosinhos cintilantes de ouro e prata, e senti que era meu presente de Natal. E aquele gorrinho vermelho com pompom branco na ponta, cobrindo aquela cabeça loirinha, me deu a certeza de que ...

“Eu encontrei o Papai Noel!”

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior.  Contatos, ajrs010@gmail.com

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