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Todos dizem que existem, e até se pode concordar, conforme o ponto de vista de se reconhecê-las.

Existem as bruxas más, como aquela da estória da Branca de Neve, e que invejosas e cheias de artimanhas normalmente se escondem atrás da beleza de um espelho para enganar e sacrificar suas vítimas, embora na maioria das vezes, também acabam se dando mal. Dizem as más línguas que a madrasta de branca de Neve teria usado a maçã para envenená-la porque o esquema também deu certo com Adão e Eva no Paraíso, mas seria então a serpente que deu a maçã a mulher, também uma bruxa? Por que não? Pelo sim, pelo não, parece que depois do Paraíso ninguém mais resistiu à vontade de dar uma mordidinha nas doces maçãs do mundo. Eva então sem saber cometeu uma injustiça ao dizer ao Criador que “A serpente me enganou!”, e nós já daquela época temos o exemplo de como as bruxas sãos espertas e maldosas.

Existem ainda outras que além de narigudas e más, não conseguem esconder seu maior pecado que é a gula, como na estória de Joãozinho e Maria, e tarde demais resolvem fazer um regime.

Um exemplo de que as bruxas más sempre se dão mal, está em Patópolis, onde as duas bruxas-tontas Magda Patológica e Madame Min nunca alcançam sucesso nas tentativas de roubar Número Um do Tio Patinhas, sua moedinha da sorte. Quem sabe se um dia unissem as forças e depois de alcançar a moeda fizessem cara ou coroa com a mesma para ver quem ficaria com ela, não teria mais sucesso? É o mais claro exemplo de que até entre as bruxas a lei do Gerson fala mais alto, e assim, não há poção sequer com milhões de asas de morcegos que funcione.

Mas existem as boazinhas que de tão queridas que são, parecem fadas, se é que estas existem! Mas isto só até terem chance de mostrar suas unhas, o que para suas vitimas é sempre tarde demais. Estas na maioria das vezes não usam nem poções nem maçãs! São espertas!

Seus belos olhos, o sorriso terno em seus lábios provocativos, o carinho calmo e o abraço de um calorzinho todo especial, são suas armas.

Elas não usam aranhas para fazer suas poções, mas para ajudá-las no tecer suas teias de fios dourados de sonhos e vermelhos de paixão. São tão ardilosas que não usam asas de morcegos para fazer algum pozinho venenoso, mas o néctar recolhido pelos colibris para transformar o sabor de seus beijos em poções inebriantes de paixão e amor.

De qualquer maneira nós pobres mortais ficamos entregues e a mercê destes encantos, feitiços e perigos.

Elas não são as bruxas boazinhas?

Então, tudo bem!

Até porque se aparecer uma maçã com sabor de néctar de colibris na minha frente agora, desculpem, mas eu...

NHAC!

Eu não creio em bruxas, ora!

Esta coluna está em setenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

Membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.

ajrettenmaier@terra.com.br, fala-serio2009@hotmail.com

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