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Fala Sério! 12/05/2010  08h53

Múltipla escolha!

Ou “Salamê-minguê, mamãe mandou escolher você!”, como se dizia tempos atrás. Teve um tempo em que isso se chamou também de prova de opções, embora de qualquer maneira só funcione mesmo é o chute da sorte, fazendo com que até analfabetos consigam aprovação em vestibular e tendo num ato falho de justiça sua prova anulada. Se os outros podem chutar, porque ele não? Ou vocês estão todos entre aqueles que acreditam que cem por cento dos que acertam as respostas sabiam qual era a verdadeira? E assim também é nas nossas vidas.

Vivemos numa eterna múltipla escolha, e tão forte é a sensação e a vontade de acertar, que na maioria das vezes demoramos tanto em responder, que acabamos por errar, ou então, quando resolvemos responder, o tempo terminou e a prova acabou.

Somos capazes de ficar tanto tempo na frente de um prato de sopa esperando que esfrie um pouquinho, que quando resolvemos aproveitá-la, já esta gelada. Seria o mesmo que ficarmos na frente de uma questão com só duas opções o resto da vida a procura da terceira, e acabarmos por deixar esta página em branco.

É bem possível agora que venham as colocações de que é preciso cuidar na escolha para não errar, porque a resposta certa é uma só. Mas então, se não se tem certeza de qual é a resposta correta, porque ficar demorando em tomar a decisão por uma delas? Na maioria das vezes depois ao se descobrir que aquela na qual apostamos estava errada vamos dizer, “poxa, eu ia marcar naquela!”. Mas não marcou! E até mesmo por medo talvez de acertar, é que tenha errado.

São situações como a daquele que quando resolveu aceitar a proposta de emprego descobriu que quem ocupara o que era para ser seu lugar já estava até se aposentando, ou do outro que quando resolveu declarar seu amor, descobriu que a mulher amada já tinha até netos ou nem se lembrava mais dele...

Não sei se a situação é prá rir ou chorar, mas tenho certeza de que para todos, o tempo está acabando e o salamê-minguê... Continua!

A questão A exige a resposta SIM, a B pede a NÃO. Ora, mas bem que poderia ter a C não? Não tem? E o que faço agora?

Boing!

Bem feito! O tempo terminou!

Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

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