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Esta máxima de lição de vida também me foi dada, quando ainda meninote, da boca do velho Nego Cacimba. E constatei depois, no decorrer dos anos de vida, de que na maioria das vezes é exatamente assim que o ser humano classifica as coisas, a vida, as pessoas e as situações.

Ou é ouro, ou é lata! Mas nem sempre reconhecem a imagem de que as duas à luz do sol têm quase o mesmo brilho. E mais ainda, desconhecem a existência da prata, do bronze, do aço, do ferro.

Entretanto, é preciso que se diga que aqueles que pretendem ver em tudo só os dois extremos em suas classificações especialmente no olhar os semelhantes, põe nos dedos alianças que mais tarde simplesmente descascam, porque a jóia não passava de ferro banhado em latão. Mas brilhava como ouro puro!

Para a prata existe só a possibilidade de que, talvez até fosse bom, mas não é ouro. E alguns até se contentam com a prata já que não podem ter o ouro, e também se iludem e mais tarde descobrem que tudo não passava de aço ou ferro bem niquelado ou inoxidado. Imaginem que o brilho dourado e bem polido do bronze os deixa cegos para descobrir o engano.

Recordo bem que o Nego Cacimba disse também que nem tudo deve ser somente ouro, porque senão dizia ele, porque existiriam a prata, o bronze, o aço e o ferro? Isto é o óbvio diríamos nós, mas hoje eu sei que todo tem sua razão de ser. Que na maioria das vezes um completa o outro, quando não o substitui, porque todo tem alguma fraqueza ou deficiência na hora da apresentação ou do uso.

É por isso que na maioria das vezes, a sedução do brilho do bronze ou latão não deixa alguns descobrirem que seus dedos não carregam ouro. Sempre, tarde demais!

Mas como sempre tinha uma tirada final para tudo que dizia, o Nego Cacimba acabou de falar sobre o brilho dos metais, falando de sua velha panela de alumínio, metal que ele parecia ter esquecido até aquele momento: “É por isso que sempre a deixo brilhando todos os dias, para que me dê a cada dia, de seu fundo reluzente, o alimento que preciso para o corpo e a alma. E pode ter certeza, que a comida brilha muito mais do que todo ouro do mundo!”  

Escritor, colunista e palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.

Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior, para mais de 700 mil leitores semanais.

ajrettenmaier@terra.com.br – fala-serio2009@hotmail.com

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