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Uma mão... Para caminhar, sonhar, viver, realizar, ser.

Encontramos muitas... Mas...

Quantas ficam com nossa mão nas suas? Pense... Conte...

A culpa é delas? Claro que não. Só nossa. E sabem porque?

Quando nos dão a mão, a seguramos com a certeza de que estará sempre conosco. Jamais imaginamos que logo ali, duas ou tres esquinas depois, o calor estará mais fraco. Ou... Que a força que nós deveríamos ter, nós que estamos dando... De apoiados, passamos a ser a bengala... De muitos momentos, muitas dores, muitas lutas... Se formos luz na escuridão, ótimo. Se formos conforto na dor. Melhor. Se conseguirmos ser lenitivo no desprezo, que bom. Porque afinal de contas pela força da natureza, deixamos de ser motivo para ser motivador.

Mas nem por nos tornarmos em um momento motivo de dor, desprezo, escuridão... Devemos deixar nossa luz se apagar.

Quebrada a bengala, de que serve? Lixo. Claro. E só.

Mas nunca devemos esquecer de que sempre há um artesão a procura de peças quebradas. E que as deixa ainda melhores. Aquele que uma vez mandou que quem fosse sem pecado jogasse a primeira pedra. E está esperando por ela até hoje. E como é fácil jogar uma, duas, dez, cem, mil pedras... Ou melhor... Tirar a menor, a primeira da base da pilha... Para provocar a avalanche total. A destruição do alvo. Por menor que seja... Que prazer que dá...

Mas que coisa... Por incrível que pareça logo que cair o pó, lá estará uma mão...

Para levantar, caminhar, sonhar, viver, realizar, ser. Na verdade, aquela mão que você nunca viu na sua vida...

Porque só viu a que segurou.

Mas agora...

Não deixe segurar esta mão!

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior.  Contatos, ajrs010@gmail.com

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