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Ele sempre fica. E gostoso. Principalmente se você não foi guloso. E deixou um pouco para depois. Mas há que resistir a tentação. Até porque se a gula vencer você pode perder. O gostinho do quero mais. Até de um sonho. De uma paisagem inebriante. Cheia de desafios a vencer. Como ficar correndo entre duas belas e pequenas coxilhas. Escalando uma. E deslizando pela encosta até o pé da outra. Do cimo de cada uma admirando a do lado de lá. E descobrindo que entre as duas existe um vale. E que nele você pode descansar da travessura. E descobrir que ele leva a duas rochas. Que entre elas surge uma gruta de onde brota uma fonte. Em você pode saciar a sua sede. E deixar que sua cristalina seiva lave seu corpo e sua alma. E quando chega a hora de acordar, bom. Aí vem aquele gostinho de quero mais. Como se terminasse uma festa de sua infância. Sobraram ainda tantas guloseimas para serem provadas. E você tem certeza de que haverá outra. Só não sabe quando. E fica por ela esperando. Haverá quindins? Ou será possível provar daquele doce que controlou desta vez. O suco será de que? O sabor deverá ser igual. Ou até melhor. Porque não? Pensando bem. A vida sempre nos deixa também o depois. Não há o que duvidar. Quem sabe uma nova festa. Com todas delicias ainda por vir. Ou quem sabe novas descobertas na paisagem dos sonhos. Porque afinal de contas, não existe nada melhor. Sempre. Do que o gostinho do quero mais. E quem não quer?

Antonio Jorge Rettenmaier, escritor, cronista e palestrante.

Esta coluna está em mais de 90 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. Contatos ajrs010@gmail.com

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