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Ou de enfrentar os riscos da vida. Dá na mesma coisa, porque em qualquer uma das opções, nós ficamos sempre com medo até mesmo de ser felizes!

É que na maioria das vezes crescemos ouvindo que nos arriscamos demais, depois apostamos na coluna um, e dá a do meio ou a dois, ou jogamos no primeiro prêmio, e dá,,, Só que invertido.

E assim, a cada dia que passa precisamos sempre correr riscos e na maioria das vezes nos decidimos por uma ou outra opção, sem medo de errar e quando erramos, parece que não importa ou se importa, não muito.

Poderíamos até dizer que entre o querer e o poder, existe uma linha tão fina que poderia ser comparada até ao risco que se pode correr entre ser feliz ou ficar só, e pensando bem abrimos mão até mesmo de ter nem que seja pelo menos um instante de sonho-verdade.

Em nenhum instante de nossas vidas, deixamos de correr riscos e isto é certo, mas também na maioria deles nos parecem tão insignificantes, que outros que se nos apresentam tomam formas tão desproporcionais e nos assustam com o tamanho do medo que põe um futuro que só nós vemos. Esta linha fina se torna então numa grossa amarra de navio que nos faz ficar atracados no nosso inativo porto, seguro e sem riscos, embora nem imaginemos que talvez alguma onda possa nos levar também para um oceano de arrependimento.

Quantas vezes por medo de correr riscos, na maioria das vezes sentimos depois uma pontinha de inveja daqueles que não tiveram, e ficamos desejando que a possibilidade de um novo risco se nos apresente e ela nem sempre vem.

É notável e reconhecida a capacidade que temos de ter medos. De correr riscos, de buscar alternativas, de tentar soltar as amarras. E por ter tudo isso, às vezes ficamos sempre sem o mais simples e possível, sem o desejado e sonhado, delimitado pela fina linha do risco.

Houve um tempo não muito distante em que os embriagados eram levados para a delegacia onde era feito uma linha de giz no chão e ao detido mandado que caminhasse sobre ela.  Quase sempre as vistas turvas pela embriaguês não lhe permitiam fazer o trajeto sem dela cair fora. Assim como nós que com os sentidos turvos pelo medo, não conseguimos reconhecer, como é fácil correr riscos.

Duas opções. Correr riscos e ser feliz... Ou continuar com medo do risco.

Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em 70 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior.

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