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Fala Sério! 15/04/2009  08h48

O que será que tem dentro?

Não importa. Basta dar uma espiadinha.

Esta pergunta é da miserável curiosidade nossa. E não adianta negarmos, porque mesmo que pensemos em negar, já a fizemos um sem numero de vezes. Sempre aparece mesmo que por milésimos de segundos em nosso subconsciente. Basta por exemplo, que encontremos algum conhecido com um pacote de alguma loja ou enrolado para presente debaixo do braço ou na mão.

O certo é que na maioria das vezes ficamos também sema resposta, mesmo que se pergunte, e até por vezes, como resposta se recebe uma evasiva como “uma lembrancinha que comprei para o fulano pelo aniversário dele”. Quem nos manda ser curiosos! Desde quando nos interessa o que os outros compram ou deixam de comprar e mais ainda, para quem estão comprando.

Aliás, tem um ditado antigo que diz que a curiosidade matou o gato, ou outro que alerta que ela deixou o macaco com a mão presa na cumbuca.

Mas também ela gera desconfiança, e das brabas. Quando o presente é para nós em festa de amigo oculto, por exemplo, ficamos na dependência de gostar ou não. Primeiro a curiosidade, depois a satisfação ou decepção.

Da mesma maneira tratamos os seres humanos em nossas relações. Quando conhecemos uma pessoa nem sempre temos essa curiosidade de saber o que tem dentro, não é verdade? Na maioria das vezes, somos enganados pela embalagem, e é justamente aí, que deveríamos fazer sempre, primeiro, a mesma pergunta.

O que será que tem dentro?

Não seria o caso então de sermos velhas raposas? Mas nem sempre somos!

Uma pessoa de bela aparência fino trato, jamais será um escroque! Mas às vezes é, e como é!

No trato com as pessoas, dizia um velho amigo, que original só mesmo as peças Wolksvagen, e assim mesmo alerta que, com total garantia, as de antigamente. Principalmente depois que foram criados cursos especiais para contatos, onde a relação para com as outras pessoas, nem sempre escaparam das aulas.

Pois é!

E agora, que tal se nos perguntássemos: o que nós temos dentro? Ou será que seria nos pedir demais? Hum...

Na verdade, somos todos um pacote, com papel colorido ou comum, uma caixa vazia ou cheia.

Não importa. Basta dar uma espiadinha.

Putz! Só nos falta achar um daqueles “dano ninhos” que valiam por um bifinho!

É ruim, hein?

Escritor, colunista e palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.

www.ajrettenmaier.com.br, fala-serio2009@hotmail.com

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