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Pois podem ter certeza de que não. Mesmo que a pessoa diga que lhe desculpou, vai sempre ficar com uma ponta de mágoa. Jamais será apagado aquele momento ou palavra errada.

Lembro-me de meus tempos de infância em que os mais velhos colocavam seus filhos frente a frente e os faziam pedir desculpas após uma briga. Briga de criança, bate boca infantil, sem consequência. Mas é que deviam aprender a pedir desculpas.

Com a história de ter que aprender a pedir desculpas podem ter também e muito bem, ter criado o vicio. Bater e pedir desculpas. Era só bater. Depois, era só também pedir desculpas. E tudo bem, ora. Muito simples.

Mas cá comigo, sempre pensei e adotei a filosofia de que não devo pedir desculpas. Antes de pensar em fazê-lo, devo cuidar de não ter motivos para tanto. Antes de dizer a palavra que possa ofender, se pense nela. Antes de dar a bofetada, segure-se a mão.

Mas se for preciso dizer que se diga. Bater, que se bata. Mas não se pense em depois pedir desculpas. Forte engano nosso, a mania de pensar que pedir desculpas e tê-las aceitas, vai mudar o que já causamos.

É mania também sempre termos atrás de nossos atos e palavras, a desculpa de que o outro merecia. Mas será que merecia mesmo? E depois na reflexão mais apurada descobrirmos que não merecia?

Podemos pedir desculpas, ouvirmos que estamos desculpados, mas muito mais do que o ofendido, nós estaremos sentindo o efeito do nosso veneno. Nenhum dos dois jamais esquecerá a palavra, o fato.

Então, se tiver que dizer, diga. Agredir, bata.

Mas depois não peça desculpas.

Pedir desculpas, não resolve.

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante. Esta crônica está em mais de noventa jornais impressos e eletrônicos no Brasil e exterior.  Contatos, ajrs010@gmail.com

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