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Fala Sério! 29/04/2009  15h26

Vale o que está escrito! Será?

Pois é!

Vamos ver se você recorda de onde leu isso! Não lembrou não?

Pois é!

Essa máxima ficou tão clara e legítima no meio, que hoje ela nem precisa mais ser impressa como décadas atrás. Ela vinha normalmente no roda-pé de um pedaço de papel de cerca de 11 ou 12 por 7 ou 9 centímetros de sua aposta no jogo do bicho. Em algumas capitais e várias cidades do Brasil o costume ainda é mantido.

Embora tenhamos crescido sempre ouvindo dizer que o bicho era jogo de contravenção, crime, dava cadeia e assim por diante, de forma oculta ou escancarada, é difícil apontar alguém não importa acamada social, que ainda não tenha feito sua fezinha. E a despeito de muitas lendas, ainda não conheço quem tendo ganho, não recebeu seu premio de forma correta. Conheço donos de banca que quando o valor do premio é mais alto, fazem questão de pagar pessoalmente ao ganhador para que nenhum apontador se sinta tentado a desviar o dinheiro, e o banqueiro se vir obrigado a pagar duas vezes o mesmo premio.

Por falar em vale o que está escrito, isto me faz lembrar um jogador de futebol que conheci no meu começo de careira na minha cidade natal. Negro, alto, esguio, de chute forte, lateral direito da época, hoje seria um excelente ala. Só tinha um defeito. Se seu time perdia, enchia a cara de tristeza, se empatava, por estar chateado. E se ganhava? Bem, aí então era porque era para comemorar. Mas o maior problema estava depois, quando chegava a casa. Em qualquer das três situações batia na sua “ neguinha bendita”, como ele mesmo chamava, mesmo que ela não dissesse uma única só palavra sobre seus porres. E o que o vale o que está escrito tem a ver com isso? É que a cada porre ele rasgava e queimava uma fotocópia (Xerox daqueles tempos, providenciada pelos diretores do clube) da certidão de casamento. Para ele se queimada estava a certidão, acabado estava o casamento! Não tinha mais nada escrito!

Mas prestem bem a atenção! Ele fazia aquilo por causa da danada da pinga!

Como então entender aqueles que deitam e rolam depois de jurar sobre a Constituição, a Biblia, o Catecismo, Código Civil, Penal, Ética e sobre sabe-se lá mais o que? Será que o grande problema está em que nosso voto não é mais escrito e sim digitado na urna eletrônica, e por isso não vale o que está escrito sobre o que juraram?

Com licença, mas vou agora já, no bar do Gordo, aqui na esquina, fazer minha fezinha.

Ali pelo menos eu tenho certeza de que vale o que está escrito. Fazer o que?

Mas vocês não estão curiosos para saber como terminou a história da neguinha bendita? Um dia ela cansou, tomou umas duas garrafas da braba, trancou a casa, e esperou o negão do lado de fora. Ele chegou com uma derrota nas costas e ainda levou uma surra e depois foi posto para correr.

É bom alguns ficarem espertos! Nós também estamos cansando de apanhar!

Um abraço e até semana que vem!

Ah... e ilustrando a coluna, vai a minha fezinha! 594 . Se você souber de onde saiu esta centena, mande um email e ganhe um livro Fala Sério e um Ele de presente!

A dica está no texto!

Escritor, Colunista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.

ajrettenmaier@terra.com.brfala-sério@hotmail.com

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