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Não raro se ouvir uma destas duas sentenças, ou até mesmo as duas juntas como se fosse uma só! O difícil, entretanto, é ter como resultado positivo a vontade de quem a ou as diz.

A primeira sempre aparece quando alguém almeja e consegue um determinado cargo ou posto, mesmo que a maioria saiba e diga que não seria o ideal. Conquistado o desejo, vem a malfada prepotência do: “Vocês vão ter que me engolir”! Só que não sabe ou descobre tarde demais que não foi engolido, mas ficou entalado, e quando acaba sendo de fenestrado do poder, é regurgitado sem a menor cerimônia, e sua saída não tem a mínima pompa e importância que ele pode até ter se dado, na chegada. Será somente mais uma de tantas vezes, vitima de sua própria arrogância e tão decantada, mas definitivamente desmascarada capacidade profissional ou pessoal.

O mais incrível é que é capaz ainda de convencer mais alguns a cometerem o mesmo erro, mas como sempre, a máxima de que se pode enganar muitos por muito tempo, mas não todos, o tempo todo, vai fazer com que tarde demais aprenda, no total ostracismo, que é hora, ou seria, de se reciclar ou ativar a autocrítica.

Tarde demais para descobrir de que nem ele mais consegue se engolir.

O pior é se ainda lembrar que na sua saída, ouviu aquilo que sempre escutam os penetras e malas quando se vão de uma festinha. “Já vai?” “Graças à Deus!” Mais duro ainda é ouvir no lugar do “Já vai”? , o “Já foi? Tarde demais!”

Já aqueles que colocam as situações da vida pessoal ou profissional no “Ele ou Eu!”, dificilmente tem nos outros a escolha da segunda opção. Normalmente também, aqueles que preferem o “eu”, tarde demais resolvem recuperar o tempo e a verdade no “ele”. Nem sempre o ele estará ainda à disposição, ou o que mais é ainda mais difícil de aguentar, disposto a voltar!

Em termos profissionais, o tal do “ou ele ou eu”!, sempre soa por parte de quem diz, falta de segurança, competência ou até mesmo, de caráter. Seja no ambiente familiar ou de trabalho, o eu, sempre será uma forma de chantagem emocional, e a fórmula exata para em caso de sucesso, alcançar um apoio incondicional e sem restrições para todas próximas atitudes.

Por falar no tal do “ou ele ou eu”!, quando comecei a namorar, aprendi com um velho tio de que jamais deveria dizer ou exigir, com esta máxima, a decisão de uma mulher. Ao perguntar porque, ele simplesmente disse. “Ela vai sempre ficar com “ele”, por achá-lo mais fofinho, mesmo que não seja!”

E não é que é mesmo? Tinha uma namorisco que não me interessava, fiz uma cena de ciúmes e coloquei a frase, entre um concorrente que não existia e eu. Perdi para o fantasma!

Ainda bem!

Sempre que ouço o “Ou ele ou eu!”, saio de perto. Já sei que o eu, dançou!

Um abraço! Até semana que vem!

Esta coluna está em setenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e exterior.

Escritor, cronista e palestrante membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes.

ajrettenmaier@terra.com.br, fala-serio2009@hotmail.com

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