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O futebol (ou soccer) é um fenômeno nos Estados Unidos e está entre os esportes preferidos dos americanos. Com a popularização do futebol, as ligas universitárias ganharam visibilidade e os técnicos americanos passaram a buscar talentos em outros países para elevar o nível de suas equipes, inclusive no Brasil, que é um celeiro de craques.

A formação de atletas nos EUA é diferente da formação brasileira. Enquanto no sistema norte-americano o processo acontece em conjunto com a formação educacional nas escolas e universidades, no Brasil ela está ligada aos clubes esportivos, ou seja, sem conexão direta com o sistema de ensino.

Por isso, é comum encontrarmos jovens atletas brasileiros vivendo em um dilema: abandonar o sonho de ser um atleta profissional para se dedicar aos estudos ou se concentrar exclusivamente ao esporte, deixando os estudos em segundo plano?

Felipe Portella Teruel (20) vivenciou essa dúvida na prática e explica que decidiu se qualificar em ambos os sentidos. “Não queria parar de jogar futebol e nem deixar de estudar, mas, no Brasil, é difícil conciliar as duas atividades. Então, optei por me preparar para ingressar em uma universidade americana, unindo o estudo de qualidade com a prática do futebol em alto nível”, explicou.

Carreira - O jovem talento iniciou sua trajetória no futebol com apenas 6 anos de idade, na Escolinha de Futebol ALFA, da Associação Londrinense Futebol Arte, tendo como treinador e grande incentivador seu pai, Ricardo Teruel, ex-atleta profissional de futebol. Aos 17 anos passou a integrar a categoria de base da Portuguesa Londrinense se destacando como um atacante inteligente, rápido e de muita força.  Com essas características, Felipe conquistou uma bolsa de estudos como estudante-atleta na universidade americana Bryan College, no estado do Tennessee. Desde agosto do ano passado faz parte do time que nas duas últimas temporadas chegou aos “playoffs” e foi vice-campeão da Appalachian Athletic Conference da liga NAIA, uma das maiores ligas esportivas universitárias dos EUA.

“Os campeonatos das ligas universitárias americanas são muito competitivos. Todos os times contam com atletas de diversos países com tradição no futebol, como Inglaterra, Itália, França, Espanha e Alemanha. Então é necessário muito treino, esforço e disciplina para alcançar bons resultados”, explicou o jogador brasileiro.

Sobre a liga universitária NAIA - Atualmente a NAIA (National Association of Intercollegiate Athletics) possui 65 mil estudantes-atletas inscritos em uma das 13 modalidades esportivas ofertadas. Essa liga esportiva americana conta com 250 universidades e faculdades filiadas, que juntas movimentam aproximadamente $600 milhões de dólares em bolsas esportivas. Através desta e de outras ligas universitárias, os estudantes têm a oportunidade de ganhar projeção rumo ao futebol profissional, pois os times americanos costumam recrutar nas universidades os atletas que se destacam para compor suas equipes profissionais.

Como estudar e jogar nos Estados Unidos – Para os que querem seguir esse caminho, o primeiro passo é cumprir requisitos como fluência no inglês, bom histórico escolar e um material em vídeo com gols e lances que demonstrem o perfil do atleta, entre outros. Depois disso, os interessados passam por um processo seletivo, que inclui testes e até entrevistas. O processo de admissão pode ser longo e rigoroso, mas com planejamento é possível conquistar a tão sonhada vaga em uma universidade americana.

Fotos: Bryan College Athletics

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