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Natural de Alvorada do Sul e com passagens por restaurantes de Londrina, o finalista do Top Chef, César Scolari, conquistou o público e planeja lançar linha de produtos

Um dos participantes mais carismáticos e talentosos do Top Chef Brasil, reality show culinário exibido pela Record TV,  é um paranaense, natural de Alvorada do Sul. Formado em Gastronomia pelo Centro Universitário Filadélfia (UniFil) e com passagens por restaurantes de Londrina, no norte do Estado, César Scolari, de 39 anos, conquistou o público e impressionou os jurados pela característica de transformar comida em arte.

A segunda temporada do reality reuniu 14 cozinheiros na disputa por um prêmio de R$ 300 mil e do título de Top Chef Brasil. Foram 12 episódios que, além de mostrarem a habilidade dos competidores na cozinha, exibiram a convivência deles na mansão Top Chef. As gravações chegaram a ser interrompidas por um período por causa da pandemia, mas foram retomadas em julho com a adoção de protocolos de segurança.

Em cada episódio, os competidores disputaram duas provas. No Teste de Fogo, os cozinheiros profissionais se enfrentaram em grupo ou individualmente para conquistar vantagens e até mesmo imunidade. Já no Desafio da Eliminação, o objetivo era garantir a continuidade no programa. O vencedor desta prova ganhava a Faca de Ouro, um poder especial e crucial para o jogo.

Durante a trajetória no Top Chef, César Scolari acumulou três Facas de Ouro, das cinco provas de eliminação, chegou à final e se destacou pelos pratos autorais e a diversidade da sua cozinha. “O reality me fez me enxergar melhor como pessoa e profissional”, afirma. Apesar de não ter levado o prêmio, ele comemora a repercussão positiva e o carinho que tem recebido.

O cozinheiro buscou valorizar a culinária paranaense no programa. Na final da competição, criou um menu autoral inspirado no quintal de casa, que misturou comida da “roça” com alma italiana. “Servi moela e ossobuco. Fui bem abusado”, brinca o chef, reconhecido pelo bom-humor.

O Menu da Vida de Scolari, como foi chamada a prova final do programa, levou o nome “Quintal de Madalena”, a avó de origem italiana do participante. “Foi legal porque pude mostrar um pouco do nosso Estado e que o menu de alta gastronomia pode ser acessível”, diz.

Para o chef, é fácil cozinhar com ingredientes caros, mas eles não estão à disposição em casa no dia a dia, ainda mais em período de pandemia. Por isso, ele quis criar pratos que pudessem ser reproduzidos por qualquer pessoa. “Mostrei um pouco do interior do Paraná, da roça, e isso me deixou muito feliz”, comemora.

A história com a gastronomia começou de forma despretensiosa, quando decidiu abandonar a graduação em Design para morar em Milão, na Itália, onde viveu durante nove anos. O destino foi escolhido pelo sonho de trabalhar com moda. “Mas, chegando lá, a realidade é outra. Comecei a trabalhar em restaurantes, lavando pratos”, lembra. E foi a partir daí que ele se viu apaixonado pela gastronomia.

As experiências com as culinárias italiana, espanhola, mexicana, peruana deram a bagagem necessária para que ele retornasse ao Brasil, em 2013, para chefiar o Empório Guimarães, em Londrina, por cinco anos. “Já no primeiro ano de volta percebi que precisava de formação e fui cursar Gastronomia”, conta. À frente do restaurante londrinense, conquistou selos de qualidade e diversos prêmios. Também atuou como consultor para o Mercado Guanabara.

De olho em novas oportunidades e aprendizado, deixou Londrina em 2018 e mudou-se para São Paulo. Na capital paulista, muitas portas se abriram. O chef passou pela Oficina, Padoca do Brique e hoje comanda a cozinha do Verissimo, um bar temático que faz homenagem ao escritor Luis Fernando Verissimo e fica no Brooklin Novo.

Com a projeção dada pelo reality, o paranaense agora planeja criar uma linha de produtos, como compotas de frutas, além de promover jantares a quatro mãos, dar aulas de food designer e consultorias para restaurantes. O veganismo também é uma área de interesse de Scolari, que trabalha com produtos orgânicos, numa vertente política e sustentável da alimentação.

Amanda de Santa/Asimp

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