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Dados do DatANASPS, o centro de dados previdenciários da Associação Nacional dos Servidores Públicos da Previdência e Seguridade Social-ANASPS, hoje divulgados  informam que 0,01% dos aposentados e pensionistas do INSS ganham entre 10 e 20 salários mínimos, um conjunto de 2.020 pessoas num total de 34,2milhões de beneficiários, entre previdenciários e assistenciais.

Para o vice-presidente executivo da ANASPS. Paulo Cesar Regis de Souza, os dados mostram que, desde o fim da aposentadoria com teto de 10 salários mínimos e a introdução do fator previdenciário, a Previdência Social foi profundamente afetada na satisfação dos interesses de seus beneficiários, tornando-se instrumento de “incerteza, insegurança e preocupação. Tanto é verdade que , em outubro de 2016, 70% dos beneficiários previdenciários e assistenciais, atingindo 23.1 milhões de pessoas, estiveram na faixa de 1 salário mínimo, assinalou salientando que “estamos  caminhando definitivamente para a “previdência chinesa” de um salário mínimo, punindo os trabalhadores que contribuíram  ou não, o que faz a Previdência se transformar em pesadelo para os brasileiros que trabalham”.

O DatANAPS revelou que 100% dos aposentados e pensionistas rurais, 9,5 milhões, que pouco ou nada contribuíram para o RGPS – tanto empregadores como trabalhadores -  4 ,5 milhões de benefícios assistenciais , totalizando 14,0 milhões de pessoas, estão na faixa de um 1 salário mínimo. Já entre os aposentados e pensionistas urbanos, que contribuíram, 13, 7 milhões, mais da metade dos 24,7 milhões, estão com 1 salário mínimo.

O DatANASPS divulgou os seguintes dados sobre os ganhos dos beneficiários urbanos:

Até 1 salário mínimo – 13,7 milhões

De 1 a 2 , 5,4 milhões

De 2 a 3, 2 milhões

De 3 a 4, 1,7 milhão

De 4 a 5, 745,4 mil

De 5 a 6, 261,1, mil

Acima de 6, menos de 7 mil.

Paulo César lamentou que a reforma da previdência, proposta pelo governo, mistura deliberadamente os dados da Previdência Social pública, do Regime Geral, com os dados dos Regimes Públicos da União, Estados e Municípios. “No RGPS tudo é transparente e preocupante. Nos RPPS, tudo está numa caixa preta. NO RGPS, não há privilégios, mas tremendas injustiças, pois os trabalhadores urbanos, que tem seus benefícios achatados, são obrigados a financiar os rurais, pagando um elevado preço. Só as perdas dos aposentados e pensionistas urbanos com o fator previdenciário se elevam a mais de R$ 150 bilhões de reais. O governo comete um crime contra a nação quando não corrige o desastre da previdência rural. Só no mês de outubr0 de 2016, as despesas com os benefícios rurais foram de R$ 8,9 bilhões de reais, para uma receita de apenas R$423 milhões. Claro que as contas não fecham”.

“Os trabalhadores urbanos certamente nem sabem que estão pagando a conta dos rurais, como fazem há mais de 50 anos desde a implantação do Funrural; Os responsáveis por isso é o agronegócio que se recusa a pagar Previdência e ainda tem renuncias fiscais maiores do que pagam É frustrante para um trabalhador, imaginar que terá de trabalhar 35 anos ou 40 anos, pagando pelo teto,  para ter um beneficio de R$ 5,0 mil reais, no teto. Fora disso, em outubro na concessão o valor médio do beneficio urbano foi de R$ 1.374,00 e  valor médio na manutenção (dos já aposentados)  R$ 1.203,00.

Nicole Angel/Asimp

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